Esta peça é uma construção performativa de um lugar a que o meu corpo possa pertencer, através de uma estrutura dramatúrgica semelhante a uma casa. Uma casa cujo centro é o próprio ato de a construir – retrospetivamente e ativamente. Entre estes dois pólos surgem imagens, objetos e textos. Materiais que tentam circunscrever a esfera da influência – quem esteve aqui, como e o que deixou. Depois do confronto o corpo arquiva alguma coisa – uma transparência, um reflexo, uma cor. Recriam-se e destroem-se obras daqueles que já não estão enquanto processo catártico de reconhecimento da progressão do tempo. Uma peça-casa-lugar-corpo frágil que se aquece ao calor de uma envolvência material.
V (ou “FINALMENTE, A CASA AMARELA”)
Odete
Um projeto de Odete
Com: sallim, João&Alice, Ágata Pinho, Isadora Monteiro
Co-produção e apoio: Dinis Machado/Barco & malavoadora
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Odete
Odete é uma artista multidisciplinar que trabalha entre a escrita, a música, o teatro e as artes visuais. Afirma ser uma filha bastarda de Lúcifer, descendente da prática medieval de pactos satânicos para alterar o corpo sexuado de alguém. Tem pesquisado e trabalhado em torno da construção de pontos de ligação entre histórias «efeminadas», desde os castrati barrocos até aos dandies do século XIX.
Projectos
— V (Ou ‘Finalmente, a Casa Amarela’) — (2016)
— V (ou “FINALMENTE, A CASA AMARELA”) — (2016)
— DRLNG — (2017)
— Anita Escorre Branco — (2018)
— Anita Escorre Branco — (2018)
— Rama em Flor — Anita Escorre Branco (exposição) — (2018)
— Trilogia da lua-foice — (2022)
— The Elder Femme — celebração de poesia — (2022)