O primeiro, a acontecer no dia 13 de Fevereiro, quinta-feira às 21h30, intitula-se de “Efígie | Princípios”. Este projeto estreou-se em 2017 no Armazém 22 em Vila Nova de Gaia e teve como base de exploração e pesquisa questões relacionados com a Extinção, Desaparecimento e Fim. No texto documental e de sala lemos que “O corpo, construtor do movimento e do espaço cénico, viaja através de uma floresta (panorama / orto utópico) referente a uma não-civilização, à neutralidade, ao niilismo e à negação de um sistema capitalista.” Como também é referido que esse mesmo corpo “Vagueia por uma memória primordial, na possibilidade de manipular o tempo, recuá-lo e recuperá-lo. Este corpo, a que chamo agora transeunte, encontra-se a desaparecer na escuridão, no abismo, na queda, na ameaça do desaparecimento, tal como a acção (performance)”.
No dia 14, Sexta-feira, também às 21h30, acontecerá o projeto criado e estreado em 2018 no Teatro Carlos Alberto /TNSJ, “Magma | No limite da Selvajaria”. A violência surge e persiste como palavra-chave, marcando presença durante os 8 meses do processo de criação. A performance consiste numa série de acontecimentos exploratórios em torno de objectos e materiais conquistados durante uma série de residências, e também na pratica de duas longas caminhadas.
Em entrevista ao jornal Público, Flávio Rodrigues refere que: “O imaginário punk é muito forte aqui. Quando era miúdo era um puto punk do Porto e quis recupera as roupas que vestia, bem como a ideia de não comprar coisas, de reciclar. O mapa colorido gigante, por exemplo, é uma espécie de patchwork feito com restos de papeis de embrulho do Natal e pacotes de bolachas oreo”.
Para encerrar, no dia 15, no mesmo horário das sessões anteriores, será apresentado o projeto, “Rúptil | Na Era dos Castigos Incorpóreos”. É uma performance e consiste num dispositivo cénico/escultórico, resultante de uma série de ações performativas visando implementar/construir esculturas de materiais variados, em comum brutos, primários e basilares tais como pedras, panos ou ferros. Os materiais foram recolhidos através de caminhadas que o autor realizou durante o ano de 2018 e 2019. A estreia aconteceu primeiramente em Braga na Arte Total, para além de outras reposições, destacamos aqui o espaço devoluto, o último piso do palácio dos correios CTT no coração da cidade do Porto, apresentação inserida na programação do Festival DDD. Sobre este projeto, Flávio conclui sendo, na sua essência processual, nómada e recoletor. Uma ode à beleza do caos que é a nossa existência.
No dia 15 de fevereiro, às 16h00 acontecerá uma conversa com o artista no âmbito do “Interfluências”.