Solo que utiliza a cenografia, a sonoplastia e a coreografia como metáforas para o desaparecimento. A fragilidade da existência, o fim e a extinção são explorados a partir da ameaça para com o corpo – protagonista da acção – e para com o espaço teatral, maquete do universo e do mundo actual, em permanente conflito. Os materiais a testar são essencialmente primários. Flávio quer explorá-los com o objectivo de encontrar a força, a vulnerabilidade, a efemeridade ou a impermanência de cada elemento. A areia como arquétipo, que gera uma paisagem onde estão presentes a sensação de abismo e, assim, a criação de um mapa vertiginoso. O desaparecimento sendo o fim último de todas as coisas. No limiar da extinção, o que resta? O que se propaga? O que substitui? O que sobrevive?