Solo que utiliza a cenografia, a sonoplastia e a coreografia como metáforas para o desaparecimento. A fragilidade da existência, o fim e a extinção são explorados a partir da ameaça para com o corpo – protagonista da acção – e para com o espaço teatral, maquete do universo e do mundo actual, em permanente conflito. Os materiais a testar são essencialmente primários. Flávio quer explorá-los com o objectivo de encontrar a força, a vulnerabilidade, a efemeridade ou a impermanência de cada elemento. A areia como arquétipo, que gera uma paisagem onde estão presentes a sensação de abismo e, assim, a criação de um mapa vertiginoso. O desaparecimento sendo o fim último de todas as coisas. No limiar da extinção, o que resta? O que se propaga? O que substitui? O que sobrevive?
AIM
Flávio Rodrigues
Criação cénica, sonora e coreográfica: Flávio Rodrigues
Aconselhamento artístico | mentora: Carlota Lagido
Colaboração no figurino: David Pinto
Makeup artist: André Santos
Colaboração em adereços de cena: Dylan Silva
Consultadoria: Telma João Santos
Fotografia de cena: Rita De Lille
Assistência e produção executiva: Filipa Duarte
Residências e apoio na criação: Centro de Criação de Candoso | CCVF, Palcos Instáveis | Companhia Instável, EIRA | Festival Cumplicidades 2016, Conquering the Studio 2016: a time for research de Cristina P. Leitão para a Companhia Instável
[Projecto financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian]
Flávio Rodrigues
(V. N. de Gaia, 1984) desenvolve desde 2006 os seus próprios projetos de criação artística multidisciplinar, experimental, processual e de carácter autobiográfico. O desenho, performance arte, manipulação de objetos, som, movimento e a escultura são os essenciais média a que recorre. Como performer repara-se como construtor e compositor de dispositivos intuitivos, recorrendo a materialidades e objectualidades maioritariamente provenientes de processos de recolha, respigação e oferendas. A caminhada e o estado de deriva têm emergido como meritória base processual.
Projectos
— AIM — (2016)
— Efígie / Magma / Rúptil — (2020)
— Síncrono | Do registro ao fluxo — (2022)