Workshop de Butoh: ‘Metamorfoses’ com Yael Karavan

Workshop de Butoh: ‘Metamorfoses’ com Yael Karavan
Gaivotas Em Terra

Yael Karavan

Workshop de Butoh: ‘Metamorfoses’ com Yael Karavan


  • Quinta • -

  • Sexta • -

  • Sábado • -
    Sessão Pública: 18h30 + Conversa após espetáculo

Entrada livre mediante inscrição: : : : : : : : :
Inscrição pressupõe disponibilidade para a integridade dos períodos mencionados, não sendo possível a frequência parcial do workshop: : : : : : : : :
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Reservas: €

‘Numa altura em que o mundo parece estar a mergulhar na sua própria escuridão, acredito que o Butoh tem as ferramentas para nos re-conectar com as coisas básicas da vida, dando-nos um vislumbre da nossa essência, ensinando-nos a encontrar o nosso centro interior a partir do qual estamos todos ligados a tudo. Este espetáculo é um poema através da dança, uma dança entre a luz e as sombras, dedicada a este mundo que tanto amo. É o reconhecimento de que as nossas vidas são uma dança do universo, um espelho e um reflexo da nossa escuridão interior que nos pode guiar para a luz.’ – YK

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Nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, recebemos na Rua das Gaivotas 6 a artista e performer Yael Karavan para um workshop prático de Butoh, parte do processo do seu novo solo Outro Lado — uma criação que surge dos interstícios do sonho e da realidade, das sombras e da luz.

Ao longo de três sessões, Karavan partilha mais de 30 anos de investigação nesta dança de vanguarda nascida no Japão, propondo-nos uma viagem entre o corpo e o invisível, o palpável e o imaterial. Vamos trabalhar os elementos da metamorfose, da presença, do contraste e da dança através de imagens — libertando o corpo dos seus gestos habituais para aceder a uma expressão mais profunda.

Inspirada pela sua recente vivência com o povo indígena brasileiro Kariri Xocó, Yael traça pontes entre o Butoh e a sabedoria ancestral ligada à natureza e aos quatro elementos.

11 + 12 de dezembro, 19h–22h

13 de dezembro, 14h30 – 18h
+ partilha pública às 18h30
+ conversa com artista e grupo ‘Podia ser na Tate mas é aqui’
após a partilha pública

— na Rua das Gaivotas 6
—  Entrada gratuita mediante inscrição prévia

O workshop culmina com uma breve partilha pública de um objeto performático criado pelo grupo de trabalho.

A inscrição pressupõe a presença nos 3 momentos formativos (11, 12 e 13 dezembro), não sendo possível a frequência parcial.

YAEL KARAVAN

Premiada performer, bailarina e diretora internacional, radicada em Lisboa des de 2019. Com especialização em dança Butoh, Karavan combina fortes elementos visuais com dança e teatro físico, frequentemente em contextos específicos ao local-Site specific. Yael explora linguagens artísticas combinando diversas influências culturais, explorando maneiras de agir e reagir às questões sociopolíticas pertinentes. Ao longo do seu percurso profissional, de quase 30 anos, criou diversas obras para palco, espaços não convencionais, museus e galerias em diversos países. Desde 1999 leciona disciplinas relacionadas com a sua área artística a nível internacional, nomeadamente no curso de Mestrado de Práticas Cénicas na Universidade NOVA de Lisboa. “A disciplina física de Karavan é extraordinária. Cada pulso e cada movimento conta.” — TOTAL THEATRE MAGAZINE, UK.

Karavan partilha 3 décadas de experiência e pesquisa com Butoh, Essa oficina seria também depois de uma vivência com o povo indígena Brasileiro, Kariri Xoco, criando uma ponte entre o Butoh e a sabedoria indígena em relação a natureza e aos 4 elementos. Este workshop trabalhará os elementos da metamorfose, presença, prontidão, contraste, a dança através de imagens e tensão entre opostos. O objectivo é libertar o corpo do seu conjunto preconcebido mundano de gestos e movimentos e, assim, permitir-nos aceder a uma essência mais profunda e autêntica de movimento e expressão arquetípica. Butoh é uma dança de vanguarda, uma filosofia e um método que foi criado no Japão, no final dos anos 50, por Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno. Não se trata de uma técnica, mas de um método e uma abordagem da dança que nasce dentro de nós e nos conecta à nossa essência, natureza, universo e aos ciclos da vida. Questionando como o Butoh pode ser traduzido para um corpo europeu e o porquê de o Butoh não ser apenas relevante, mas extremamente vital nos dias de hoje.

Ciclo de conversas com artistas na RdG6. Podia ser na TATE mas vai estar mais à mão, na
Misericórdia. Há que aproveitar esta assembleia no bairro para trocar ideias e pedir autógrafos!
13 de Dezembro, Sábado
após a partilha pública (18h30)
conversa c/ Yael Karavan
moderada por Cláudia Jardim