A Salt Anthology

A Salt Anthology
Gaivotas Em Terra

Kevin Bellò com Joana Viveiros e Inês Coelho da Silva

A Salt Anthology

-

𝙴𝙽𝚃𝚁𝙰𝙳𝙰 𝙻𝙸𝚅𝚁𝙴 : : : : : : : : : : : : : : :
: : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : :
𝙸𝙽𝙰𝚄𝙶𝚄𝚁𝙰𝙲̧𝙰̃𝙾: 26 abr | qua | 18h
: : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : :
𝙳𝙸𝙰𝚁𝙸𝙰𝙼𝙴𝙽𝚃𝙴: ter-sáb | 15h-19h
: : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : :
𝙸𝙽𝚃𝙴𝚁𝙵𝙻𝚄𝙴̂𝙽𝙲𝙸𝙰𝚂: data a anunciar
: : : : : : : : : : : : : : : : : : : : : :
𝙵𝙸𝙽𝙸𝚂𝚂𝙰𝙶𝙴: 25 mai | qui | 18h

Reservas: €

A Salt Anthology foi o projeto vencedor do Open Call para Jovens Curadorxs, lançado em colaboração pela Rua das Gaivotas 6 e pela Associação Quinta das Relvas, tendo por vista expandir e apoiar a criação artística contemporânea nacional, apontando para a importância do papel de jovens curadorxs como mediadorxs fundamentais para mapear novos panoramas artísticos e divulgar o trabalho de novas gerações de artistas.
Esta bolsa procura proporcionar um espaço de acolhimento para curadorxs emergentes poderem desenvolver a sua prática, experimentar ideias, ampliar redes de contacto, criar relações com artistas e expandir a sua presença na comunidade artística contemporânea.

A Salt Anthology apresenta-se como uma antologia imersiva do sal marinho e a sua relação com a terra. Ideias, histórias e identidades fragmentadas podem aqui encontrar uma nova forma de se unirem, abrindo novas possibilidades de nos reconectarmos com conhecimentos há muito esquecidos. A reinterpretação do sal não como mercadoria mas como um complexo cruzamento de histórias, gostos e identidades é uma posição política necessária para abraçar formas de vida mais equitativas e para praticar o cuidado com os pequenos e negligenciados. Se o sal pode ser contado em grãos, cultivá-lo como uma semente pode fazer brotar relações renovadas entre nós, o ambiente e a nossa história comum.

Kevin Bellò
Kevin Bellò (b.1995 em Como, Itália) é curadore e investigadore italiane baseade entre Londres e Milão. A sua abordagem curatorial engloba desde histórias locais de alimentação até a investigação de superestruturas ecológicas e políticas, promovendo a justiça cognitiva e desenvolvendo práticas de cuidado. Após concluir um Mestrado em Curadoria de Arte Contemporânea no Royal College of Art em 2021 com uma dissertação sobre discursividade transdisciplinar, co-fundou o colectivo de arte pan-europeu Sympoietic Society (2022 – em curso) para explorar activismo ecológico, práticas participativas e perda ambiental. Trabalha também com The Gramounce, um colectivo de arte e uma plataforma educacional que investiga a política através da intersecção entre arte e comida. Na sua investigação, as práticas culinárias locais e os ecossistemas rurais não são apenas moldes para movimentos culturais, ambientais e sociais, mas podem também inspirar mudanças positivas e policulturais. Os seus projectos mais recentes envolvem comunidades rurais e urbanas de seres humanos e mais-que-humanos ligados a corpos de água locais, desenvolvendo estudos e experiências artísticas específicas do local que se reconectam com os ecossistemas numa época de rupturas ecológicas.
Inês Coelho da Silva
Inês Coelho da Silva (b.1996, Santa Maria da Feira, Portugal) é uma artista e investigadora sediada entre Londres e Porto. Licenciou-se com mestrado em Escultura pelo Royal College of Art em 2021 e já se apresentou em várias exposições internacionais. Inês estuda práticas lentas, políticas alimentares e actos de cuidado através do seu trabalho escultórico, levantando questões culturais e sócio-políticas em torno da sustentabilidade alimentar, intimidade e encontros emocionais. Os seus trabalhos mais recentes identificam a mesa da cozinha como um topos com várias camadas para reflectir sobre tradições, identidades e emoções partilhadas. Na sua prática, especiarias, minerais, grãos e outros ingredientes tomam o palco central em configurações que abarcam estados de impermanência e fragilidade. Inês está actualmente a colaborar com The Gramounce para o novo programa Food and Art Alternative MA.
Joana Viveiros
Joana Viveiros (b. 1996 na Madeira, Portugal) é uma artista interdisciplinar que trabalha entre a Madeira e Londres. A sua prática questiona o seu próprio lugar no mundo como ilhéu e como mulher. Licenciou-se com um mestrado em Arte e Ciência na Central Saint Martins em 2021 e tem trabalhado em projectos que ligam arte e ecologia, levando-a a ganhar o prémio Maison/0 This Earth Award pela sua prática inovadora sustentável (LVMH, 2022). A sua infância na Madeira informaram a sua pesquisa através do conhecimento corporizado do artesanato, tradições, geografia, e biosfera da ilha. Através da escultura, vídeo e fotografia analógica, Joana envolve-se com as possibilidades criativas dos objectos e materiais do dia-a-dia. Nos últimos anos, ela pesquisou a influência e simbolismo do sal marinho entre contextos históricos e ecológicos mais amplos e a escala íntima do seu corpo humano.