TURNING BACKS é um projecto que visa a materialização do paradoxo: todos estamos incluídos na exclusão. As duas linhas de assentos não têm costas e obrigam cada espectador a utilizar as costas de outro como encosto. Esta condição será também uma base para refletir que estar costas com costas é afinal encostar a alguém sendo que, esse alguém, é exatamente a pessoa a quem viramos as costas.
TURNING BACKS [Temps d’Image]
Lígia Soares, Rita Vilhena, Diogo Alvim
Conceito: Lígia Soares e Rita Vilhena
Co-criação: Diogo Alvim
Animação de vídeo: Mariana Castro
Produção executiva (Portugal): Máquina Agradável
Produção executiva (Holanda): Baila Louca
Co-produção: Rotterdamse Productiehuis
Residências: Devir-Capa, Alkantara, Polo Cultural das Gaivotas Apoios Malavoadora.porto, GDA – Gestão dos Direitos do Artistas.
Diogo Alvim
Diogo Alvim compõe música instrumental e electroacústica, toca electrónica ao vivo e desenvolve projectos de arte sonora. Cria também música para teatro e dança. O seu doutoramento (SARC, Belfast) focou-se nas relações entre música e arquitectura. O seu trabalho já foi apresentado na Europa e no Brasil. Tem colaborado com outros artistas e performers.
Projectos
— Old School # 38 — (2015)
— TURNING BACKS [Temps d’Image] — (2019)
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Lígia Soares
Coreógrafa e dramaturga portuguesa residente em Lisboa. Estudou dança, mas desde 1999 o seu trabalho transita entre as disciplinas da dança, teatro e performance. O seu trabalho tem sido apresentado nacional e internacionalmente (Portugal, Brasil, Alemanha, França, Noruega, Holanda, Bélgica, Sérvia, Croácia, entre outros). Entre 2001 e 2014 foi diretora artística de Máquina Agradável. Desenvolveu vários contextos de programação com outros artistas como o Demimonde, ou o Face-a-Face. Na sequência de trabalhos como “Romance” (2015), “O Ato da Primavera” (2017), “Turning Backs” (2016), “Jogo de Lençóis” (2019) prossegue uma pesquisa em dispositivos cénicos inclusivos da presença do espectador como elemento constituinte da dramaturgia do espetáculo, incorporando ou substituindo o próprio papel de performer. Entre várias parcerias artísticas destaca as suas criações com Miguel Castro Caldas criando “Sabotage” e “Se Eu Vivesse Tu Morrias”; Paula Diogo “O Palácio”, Rita Vilhena “The Lung” e “Turning Backs”, Sónia Baptista “Memorial” ou Rafaela Santos e Amarelo Silvestre “Desempenho”, Sara Duarte e Teatro Meia Volta “Professar”. É mentora em diversos programas de escrita para cena e colabora regularmente como dramaturga em projetos de dança e teatro, como dramaturga escreveu também para companhias como Cem Palcos, Escola de Mulheres, entre outras. As suas peças “Romance”, “Cinderela”, “Civilização”, “Memorial” e “A Minha Vitória Como Ginasta de Alta Competição” estão editadas pela Douda Correria. Recebeu a bolsa de criação artística e literária da DGLAB em 2020.
Projectos
— The Lung — (2016)
— TURNING BACKS [Temps d’Image] — (2019)
— Morrer Pelos Passarinhos — (2024)
Rita Vilhena
Rita Vilhena é uma bailarina e coreógrafa. Fundou em 2005 a Baila Louca Foundation (Roterdão/Holanda). Foi artista residente da Productiehuis Rotterdam, trabalhou com Meg Stuart, Jeremy Wade, Julien Hamilton, Ugo Dehaes, Keren Levi, Mohamed Shafik entre muitos outros. Mestre em Artes Performativas pela (FCSH), trabalha como investigadora no INET-md (Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança).
Projectos
— The Lung — (2016)
— TURNING BACKS [Temps d’Image] — (2019)