O espetáculo será exactamente como a descrição que se segue: Os performers estão em cena e respiram. O público está na plateia e respira também. Todos estão vivos. Tendo como ponto de partida a intensificação da respiração como condição do próprio espetáculo, subjaz o oposto: e se a respiração cessar? E se a presença desaparecer? E se o que se toma como adquirido só se revelar pela ausência?
The Lung
Lígia Soares, Rita Vilhena, Rui Lima, Sérgio Martins
Concepção/criação/performance (dança:) Lígia Soares e Rita Vilhena
Criação/performance (som): Rui Lima e Sérgio Martins
Produção (Portugal): Máquina Agradável
Produção (Holanda): Baila Louca
Produção executiva: Marta Raquel Fonseca
Apoios: O Espaço do Tempo, Eka Palace, Pólo Cultural das Gaivotas/Boavista – Câmara Municipal de Lisboa, Rua das Gaivotas 6
Agradecimentos: Ana Martins, Ana Rocha, Andresa Soares, João Chicó, Jorge Andrade, Otelo Lapa, Pedro Domingos, Sara Ferreira, Fernando Fadigas, Miguel Sá, Arte Multimédia – Belas Artes Lisboa, São Luiz Teatro Municipal
A Máquina Agradável é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura – Direção Geral das Artes
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Lígia Soares
Coreógrafa e dramaturga portuguesa residente em Lisboa. Estudou dança, mas desde 1999 o seu trabalho transita entre as disciplinas da dança, teatro e performance. O seu trabalho tem sido apresentado nacional e internacionalmente (Portugal, Brasil, Alemanha, França, Noruega, Holanda, Bélgica, Sérvia, Croácia, entre outros). Entre 2001 e 2014 foi diretora artística de Máquina Agradável. Desenvolveu vários contextos de programação com outros artistas como o Demimonde, ou o Face-a-Face. Na sequência de trabalhos como “Romance” (2015), “O Ato da Primavera” (2017), “Turning Backs” (2016), “Jogo de Lençóis” (2019) prossegue uma pesquisa em dispositivos cénicos inclusivos da presença do espectador como elemento constituinte da dramaturgia do espetáculo, incorporando ou substituindo o próprio papel de performer. Entre várias parcerias artísticas destaca as suas criações com Miguel Castro Caldas criando “Sabotage” e “Se Eu Vivesse Tu Morrias”; Paula Diogo “O Palácio”, Rita Vilhena “The Lung” e “Turning Backs”, Sónia Baptista “Memorial” ou Rafaela Santos e Amarelo Silvestre “Desempenho”, Sara Duarte e Teatro Meia Volta “Professar”. É mentora em diversos programas de escrita para cena e colabora regularmente como dramaturga em projetos de dança e teatro, como dramaturga escreveu também para companhias como Cem Palcos, Escola de Mulheres, entre outras. As suas peças “Romance”, “Cinderela”, “Civilização”, “Memorial” e “A Minha Vitória Como Ginasta de Alta Competição” estão editadas pela Douda Correria. Recebeu a bolsa de criação artística e literária da DGLAB em 2020.
Projectos
— The Lung — (2016)
— TURNING BACKS [Temps d’Image] — (2019)
— Morrer Pelos Passarinhos — (2024)
Rita Vilhena
Rita Vilhena é uma bailarina e coreógrafa. Fundou em 2005 a Baila Louca Foundation (Roterdão/Holanda). Foi artista residente da Productiehuis Rotterdam, trabalhou com Meg Stuart, Jeremy Wade, Julien Hamilton, Ugo Dehaes, Keren Levi, Mohamed Shafik entre muitos outros. Mestre em Artes Performativas pela (FCSH), trabalha como investigadora no INET-md (Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança).
Projectos
— The Lung — (2016)
— TURNING BACKS [Temps d’Image] — (2019)
Rui Lima
Rui Lima nasceu em 1981. É licenciado em Design de Luz e Som pela ESMAE onde atualmente lecciona. Paralelamente, e em colaboração com Sérgio Martins, tem participado como compositor musical em espectáculos de artes performativas e vídeo-dança cujos encenadores se destacam: Joana Providência, Paulo Calatré, Inês Vicente, Alfredo Martins, Júnior Sampaio, João Garcia Miguel, Ana Luena (Teatro Bruto), Jorge Andrade (Mala Voadora), Cristina Carvalhal, Rita Lello, Andresa Soares, Victor Hugo Pontes, Nuno Cardoso, Miira Sippola e Marco Ferreira. Apresentou o seu trabalho em países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Israel, Macedónia, Finlândia, Brasil e Rússia. Como músico/performer participou em diversos projectos experimentais, sendo actualmente membro dos projectos musicais Wet Thatcher e Ekco Deck. Em cinema, fez a banda sonora original para o filme Veneno Cura (2007), realizado por Raquel Freire, e as curta-metragens Ausstieg (2010) e Sobre El Cielo (2015), de Jorge Quintela.
Projectos
— The Lung — (2016)
Sérgio Martins
Sérgio Martins nasceu em 1982. Completou o curso de Guitarra Clássica no Conservatório de Música do Porto e está actualmente a terminar o curso de Música Electrónica e Produção Musical na Escola Superior de Artes Aplicadas em Castelo Branco, com orientação de Carlos Guedes, Mário Barreiros, Rui Dias, Gustavo Costa, entre outros. Simultaneamente, e em colaboração com Rui Lima, trabalha desde 2001 como compositor musical para artes performativas, vídeo-dança, cinema e música para publicidade, tendo trabalhado com encenadores e coreógrafos como Joana Providência, Paulo Calatré, Inês Vicente, Alfredo Martins, Júnior Sampaio, João Garcia Miguel, Ana Luena (Teatro Bruto), Jorge Andrade (Mala Voadora), Cristina Carvalhal, Rita Lello, Andresa Soares, Victor Hugo Pontes, Nuno Cardoso e Miira Sippola. Apresentou trabalhos em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Israel, Macedónia, Macau, Finlândia, Brasil, Polónia e Rússia. No cinema, compôs a banda sonora para o filme Veneno Cura (2007), realizado por Raquel Freire, e as curta-metragens Ausstieg (2010), O Amor É A Solução Para A Falta De Argumento (2011) e Sobre El Cielo (2015), realizados por Jorge Quintela.
Projectos
— The Lung — (2016)