Terrário
João Estevens, Mariana Nobre Vieira, Miguel Ribeiro, Pedro Marum
Uma interseção entre vida, quotidiano, bairro e artes performativas.
A Rabbit Hole propõe-se a gerar, através do contacto com os ambientes de comércio, serviços, e habitação da vizinhança da Rua das Gaivotas 6, um arquivo orgânico e vivo que surja do cruzamento entre a teoria da performance e a performance do quotidiano deste bairro. O bairro entra para dentro do espaço na forma de vídeos, livros, registos áudio e outros objectos, que podem ser visitados como testemunho de memória e da performance espontânea do quotidiano. Como uma imagem do que possa ser a história ou legado das artes performativas, também este sempre em constante reformulação e efetivação.
O terrário como um espaço habitável, um networked-ecosystem de relações simbióticas com propriedades instáveis, confronta-se com a questão de se fabricar a si mesmo: construir-se-á baseado na história, narrando o dia-a-dia, sendo documental e específico ou enquanto organismo metafórico e abstrato?
Criação: João Estevens, Mariana Vieira, Miguel Ribeiro e Pedro Marum
Com: João Estevens, Mariana Vieira, Miguel Ribeiro e Pedro Marum, Marshal McLuhan, Ian Bogost, O Bairro, Richard Schechner, Paula Sá Nogueira, Judith Butler, Poço dos Negros, Bruno Latour, Sara Orsi, Thomas McEvilley, Claire Bishop, Francisco Belard, entre outrxs
Imagem: Joana Sousa, Pedro Marum
Co-produção: Rabbit Hole, Rua das Gaivotas 6
Assistente de produção: João Viegas
Apoio à cenografia: Daniel Neagoe
Apoios: Programa BIP/ZIP, Horto do Campo Grande
Agradecimentos: 49 ZDB, José Capela, João Pedro Vale, Frederik Becker, Clara Antunes, Cristina Correia, Marta Duarte Frade, Miguel Loff Barreto, Rita Caldeira, Sandra Alvarez
João Estevens
Criador, performer e investigador. Tem formação em Ciências Sociais, Artes Performativas e Estudos Visuais, estando a concluir o seu doutoramento. Na sua prática artística, preza formatos híbridos, cruzando as artes performativas e as artes visuais. Integra o coletivo Rabbit Hole desde a sua fundação, estrutura onde tem fortalecido as suas práticas colaborativas. Os seus trabalhos mais recentes são a coordenação editorial da obra “Artes Performativas e Cultura Digital” (Montanha & Rabbit Hole, 2021) e a performance transmedia “C:>how2become (data) & dissolve_into: ‘tears’” (TBA, 2022).
Projectos
— Terrário — (2016)
— TRIPLE BILL — (2020)
— Artes Performativas e Cultura Digital — (2021)
— Triple Bill — (2021)
— COSMIC PHASE / STAGE — práticas de encontro — (2022)
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Mariana Nobre Vieira
Mariana Nobre Vieira é uma ex-economista que em 2013 deu uma volta performativa à sua vida através da dança contemporânea, sendo membro fundadora do coletivo artístico The Rabbit Hole, com o qual trabalhou intensamente ao longo da vida noturna/ festa e cena artística de Lisboa. Formou-se recentemente no programa de mestrado SODA (Solo, Dança, Autoria) na HZT / UDK Berlin e agora trabalha como artista, professora e coreógrafa, tendo dançado com e para artistas como Frank Willens, Clément Layes, Jeremy Shaw e André Uerba. Em seu próprio trabalho, ela usa processos colaborativos para gerar momentos comemorativos, misturando a dança contemporânea com a cultura de clubes queer e práticas de dança rave. Em 2019, integra a Lecken, um coletivo queer-feminista e sex-enthusiast de Berlim de intervenção noturna e desorientação de género.
Projectos
— Terrário — (2016)
— TRIPLE BILL — (2020)
— Triple Bill — (2021)
Miguel Ribeiro
Licenciado em Ciências da Comunicação pela NOVA FCSH, Miguel Ribeiro é coordenador e programador da Casa do Comum desde 2024, tendo sido diretor do festival de cinema documental Doc Lisboa entre 2020 e 2024. Integrou o coletivo artístico Rabbit Hole entre 2013 e 2016 e fundou a produtora Filmes do Asfalto, que produziu o filme António Um Dois Três (Leonardo Mouramateus, 2017). Fez parte de vários júris de festivais de cinema internacionais como CPH:DOX, Thessaloniki, Málaga, Janela Internacional de Cinema do Recife, entre outros. É vogal do Conselho Fiscal da Apordoc (Associação pelo Documentário).
Projectos
— Terrário — (2016)
Pedro Marum
Pedro reside em Berlim onde trabalha como curador e artista. Em 2011 iniciou o projeto Rabbit Hole, um coletivo e plataforma artistica em Lisboa. Entre 2010 e 2015 trabalhou no Queer Lisboa como curador de cinema e assistente de produção. É curador no SPEKTRUM Berlin, onde em 2016 iniciou a XenoEntities Network (XEN), uma plataforma comunitária que explora a interseção de políticas de género, queer e feministas com tecnologias digitais. Como DJ, ‘marum’ iniciou a festa mina, onde é residente, e na Rádio Quântica apresenta o programa VANTABLACK. Participou como curador, juri e orador em conferencias internacionais e festivais em Atenas, Berlim, Hamburgo, Ramallah, Recife, Rio de Janeiro, Roterdão, Tel Aviv, Viena, Londres.
Projectos
— Terrário — (2016)