“O mundo imaginário atormenta-me. Quero moldá-lo em realidade, quero torná-lo visível.”
“Murphy, Beckett (UM TERÁ DE IR)” surge de uma perseguição contínua, de um fluxo de sons e imagens que se unem e se transformam num único objecto.
Margarida Correia parte de “Murphy” de Samuel Beckett e relê-o consecutivamente na busca de pequenos fragmentos que possam vir a influenciar o seu trabalho. Trata-se de rever ferozmente as palavras e imagens que possam surgir durante a leitura do romance e depois descartá-las e ficar com os restos.
Murphy, Beckett (UM TERÁ DE IR)
Silvestre Correira, Margarida Correia
Com: Ana Libório e Margarida Correia
Criação: Margarida Correia
Texto: Margarida Correia
A partir de Murphy de Samuel Beckett
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Margarida Correia
Licenciada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, teve a oportunidade de trabalhar em diversos teatros nacionais (Teatro Nacional Dona Maria II, Teatro da Politécnica, Teatro da Cornucópia, The Lisbon Players, Teatro do Bairro, Teatro do Elétrico, entre outros). Em 2016, criou uma série de vídeos à qual chamou Retratos que consistia na representação alterada de figuras popularmente conhecidas e em 2017, apresentou a sua primeira performance Merry Christmas, miss Marilyn Monroe e Deolinda, um conto de Natal. Apresentou, no mesmo ano, a sua primeira criação teatral SNOW. Em 2018, apresentou Lovebirds e a sua segunda criação teatral Murphy, Beckett (UM TERÁ DE IR).
Projectos
— Murphy, Beckett (UM TERÁ DE IR) — (2018)
— Tristana: o nome que nunca tive — (2019)
— Hitchcock Blondes — (2020)
Silvestre Correira
(1995). É um intérprete e encenador de teatro e cinema cujo trabalho surge de reflexões que se fundem numa realidade que ultrapassa qualquer definição. Trata-se de revelar algo perturbador, mas belo, que não pode ser totalmente explicado.
Projectos
— Murphy, Beckett (UM TERÁ DE IR) — (2018)
— Hitchcock Blondes — (2020)
— Gaivotas <—> Belém (Festival) — (2022)