Quatro criadores apropriam-se orgulhosamente de composições de terceiros, contribuindo, com profunda consciência, para o ciclo da “originalidade”. Apropriam-se e a seguir deturpam, manipulam e chamam-lhes suas. A história de sempre! Depois, enfiam tudo num mood, numa desculpa, numa zona, também ela descaradamente copiada: informação que, sabe-se lá porquê, surgiu na discussão ou lhes ficou debaixo da pele. Usam e abusam dos conceitos espectáculo, show, ou exibição, para apresentarem versões melhoradas deles mesmos… Versões tanto mais verdadeiras quanto mais falsas; tanto mais genuínas quanto mais artificiais. Asseguram, no entanto, que FAKE! é tanto mais falso, enganador, sem escrúpulos e sem vergonha, quanto mais próximo está da originalidade.