O escritor norueguês Karl Ove Knausgård arruma a sua autobiografia em seis volumes aos 51 anos. A filósofa europeia Rosi Braidotti, especialista em pós-humanismo feminista reclama que a reputação da academia e pensadores é incrivelmente baixa em tempos populistas. Charlotte Gainsbourg acrescenta que tudo agora é politicamente correcto, tão chato, tão previsível. Aos 29 anos sentia-me com 51, abandonara a academia para escrever poesia, começara a ler Constance Debré nas pausas do meu emprego como lojista e com um tupperware ao colo. Havia renunciado a uma vida de estudos e agora interessava-me o Plutão em Aquário e a guilhotina. Charlotte Gainsbourg? Foi, é e será, a minha âncora no fim dos tempos.