Este projeto parte do Kintsugi como metáfora para a construção da casa e da identidade. Tal como a técnica japonesa, que une com ouro fragmentos de objetos partidos, valorizando as suas imperfeições, também aqui as memórias e experiências são assumidas como partes essenciais de um todo. Os diários e as cassetes VHS da infância funcionam como repositório dessas memórias e experiências, permitindo explorar tanto trauma como afeto. Ao revisitar estes registos, procuramos ressignificar as cicatrizes que nos compõem. O projeto inspira-se ainda no gesto revolucionário de Beatrix Potter, ao desafiar os papéis de género e a ideia de que a mulher deve restringir-se ao espaço doméstico.