Construção, partilha e reconstrução permanente da gruta, da clareira, do ventre, da fogueira, do recanto. (de uma base, sítios confortáveis e flexíveis a mutações, intervenções e rituais.)
Este é o ponto de partida da nossa proposta: construir locais de encontro e partilha, de experimentação de ideias, sensações, formas e questões.
No primeiro dia tem lugar um rito iniciático onde serão partilhadas bebidas, feitos os primeiros esboços e misturados os corpos presentes numa viagem sonora guiada por Pan.demi.CK.
Depois somos dois, mas podemos ser mais. Às vezes somos ninguém. Não sabemos. O que não nos impede de fazer. A sensação não traz sempre uma justificação à partida, por isso pretendemos criar um espaço propício para o entendimento e livre correr das sensações, e que possa ser transformado consoante as intuições e ideias que vêm desse entendimento e dessa corrente.
O plano da lógica fica para último. Vamos fazendo.
Depois de sensação assentar talvez seja mais claro qual era a intenção, quais as ideias praticadas e quantos reflexos podem os recantos e as clareiras ter.
Não sabemos. Façamos para descobrir. Se somos. Quantos e como. Para quê e porquê.
No fim conversamos. Não garantimos respostas.