Witches Brew é um collective show de tema livre que junta uma selecção de artistas femininas com trabalhos em diversas áreas como ilustração, pintura, escultura e vídeo. Terá a duração de três dias e mostrará obras originais bem como outros elementos ilustrativos do trabalho de cada artista.
Terá lugar no espaço do Teatro Praga localizado em Lisboa na zona de Santos sendo a opening no dia 21 de Julho pelas 18 horas contado com a presença dos respectivos artistas.
Witches Brew Collective Show
Kruella d’Enfer, Wasted Rita, Marta Monteiro, Kathy Ager, Maria Imaginário, Mariana, a miserável
Kruella D’Enfer (Ilustração / Instalação Artística | PT)
Wasted Rita (Ilustração | PT)
Lizzie Joyce Pearl (Pintura / Instalação Artística | FR)
Marta Monteiro (Ilustração | PT)
Kathy Ager (Pintura | CA)
Maria Imaginário (Pintura | PT)
Mariana a Miserável (Pintura / Ilustração | PT)
Distorted Vision (Video | PT)
Kathy Ager
Kathy Ager (1981) é uma pintora a óleo nascida no Canadá e radicada em Vancouver. O seu trabalho já foi publicado nas revistas Juxtapoz, Print, High Fructose e Beautiful Bizarre Magazine. As colaborações com marcas incluem a Nike e a Real Skateboards. Ela cria naturezas mortas detalhadas que parecem simultaneamente barrocas e mordazmente modernas. Inspirada na Idade de Ouro da pintura holandesa e espanhola do século XVII, a sua imagética utiliza a retórica visual histórica para transmitir temas intensamente pessoais e carregados de emoção. A sedutora escuridão com que Kathy revela os anseios humanos universais é simultaneamente desarmante e avassaladora. Corações partidos são oferecidos como órgãos numa taça, abundam memento mori esqueléticos, e o namoro parece tão abjeto no mundo moderno como o açougue; livros estão empilhados com lombadas sugestivas, e as flores murcham enquanto a fruta ameaça apodrecer. O matadouro nunca está longe das ambições transcendentais da estatuária clássica no seu mundo, enquanto a beleza está envolvida na vulnerabilidade da intimidade e da autoexposição.
Projectos
— Witches Brew Collective Show — (2017)
Kruella d’Enfer
Kruella d’Enfer (1988) é uma artista visual e ilustradora portuguesa conhecida pelo seu universo mágico, onde criaturas místicas, lendas antigas e paisagens encantadas ganham uma nova vida. Inspirada pela natureza, folclore, viagens e espiritualidade, cria obras que habitam a fronteira entre o real e o imaginário. Com uma linguagem visual marcada por cores vibrantes, formas geométricas e símbolos poéticos, o seu trabalho vive tanto em murais de grande escala como em telas, papel e projetos de estúdio mais intimistas. Desde 2010, tem exposto em galerias e festivais em Portugal e no estrangeiro, e pintado murais por toda a Europa e Ásia, deixando a sua marca em cidades e comunidades com quem se cruza.
Projectos
— Witches Brew Collective Show — (2017)
Maria Imaginário
Maria Imaginário é uma artista multidisciplinar cujo trabalho tem sido exibido internacionalmente em galerias, museus e feiras de arte. A sua prática tem as suas raízes na identidade pessoal e no mundo emocional da sua criança interior. Com várias camadas e rica em emoções, a sua obra surge de sentimentos profundos e de um forte desejo de se conectar com os outros. É uma tentativa contínua de transformar a dor e a tristeza em conforto, suavidade e empatia, sendo que cada peça oferece um pequeno gesto de afeto. O trabalho de Maria fala de coração para coração, convidando a momentos de pausa, reconhecimento emocional e conexão. A dualidade da emoção e a busca constante pelo equilíbrio estão profundamente presentes no seu trabalho. Maria experimenta frequentemente emoções em extremos polarizados e, embora o equilíbrio continue a ser difícil de alcançar, a sua arte torna-se um espaço onde esses opostos são reconhecidos e gentilmente acolhidos. Leveza e peso, alegria e tristeza, conforto e inquietação, tudo pode coexistir sem necessidade de ser resolvido. Muitas das suas instalações centram-se na presença e na criação de memórias, oferecendo um contraponto suave à rigidez da vida quotidiana. Trabalha intuitivamente, guiada pela cor, pela suavidade e pelas formas orgânicas da emoção. O seu interesse reside na troca afetiva que a arte permite: como um objeto pode acalmar, apoiar ou simplesmente ocupar um espaço, e como a vulnerabilidade pode ser partilhada com ternura.
Projectos
— Witches Brew Collective Show — (2017)
Mariana, a miserável
Mariana Santos, mais conhecida como «Mariana, a miserável», é uma ilustradora sem prémios. Tendo de sustentar um gato com gostos caros, exerce a sua arte no seu estúdio caseiro no Porto, em Portugal. Aos 18 anos, deixou a sua cidade natal, Leiria, em Portugal, para estudar Design Gráfico na ESAD e, posteriormente, frequentou o primeiro ano de um mestrado na FBAUP, no Porto. Apesar da sua área de estudos, decidiu tornar-se ainda menos atraente para o mercado de trabalho, optando por seguir uma carreira no seu principal talento e paixão, a ilustração, dedicando-se de corpo e alma — e de carteira — a uma vida miserável. Desde então, conseguiu realizar várias exposições individuais e coletivas, em Portugal e no estrangeiro, trabalhou para grandes marcas, estúdios de design de renome e editoras, lecionou em universidades, foi reconhecida por críticos de arte e destacada na maioria da imprensa portuguesa e em publicações internacionais de design. Atualmente a viver no Porto, continua a desenvolver um conjunto de trabalhos que abrange vários campos da ilustração. Desde telas em galerias a paredes de edifícios, de acessórios de moda a conteúdos online e outros múltiplos meios, Mariana é uma artista talentosa e trabalhadora.
Projectos
— Witches Brew Collective Show — (2017)
Marta Monteiro
Ilustradora portuguesa. Trabalho de collage
Projectos
— Witches Brew Collective Show — (2017)
Wasted Rita
A artista portuguesa (n. 1988) tem vindo a desenvolver uma prática crítica e particularmente confessional que explora a sua relação de amor e ódio com a vida e o mundo que a rodeia.
A autointitulada «agente provocadora nata» gosta de pensar, escrever e desenhar, derramando pequenas pérolas de sabedoria sarcástica banhadas em ácido que refletem uma educação não convencional numa escola católica ao som dos Black Flag. Recorrendo a uma variedade de meios — incluindo objetos escultóricos, instalação, pintura, desenho e escrita —, a sua voz única derrama observações mordazes e invectivas poéticas sobre o comportamento humano e a cultura contemporânea. Desde 2011, tem vindo a apresentar o seu trabalho em diversos contextos, incluindo exposições individuais e coletivas em galerias, instituições e eventos de arte em vários países, tais como na idrawalot (Berlim, 2013), CAA – Centro de Assuntos de Arte e Arquitetura (Guimarães, 2014), Underdogs Gallery (Lisboa, 2015, 2016, 2017), Dismaland (Weston-super-Mare, 2015), Bien Urbain Festival (Besançon, 2016), Artgang gallery (Montreal, 2016), Festival Iminente (Oeiras, 2016, 2017; Londres, 2017), WTF Gallery (Banguecoque, 2017), MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (Lisboa, 2018) e o Outdoor Festival di Roma (Roma, 2018), entre muitos outros.
Projectos
— Witches Brew Collective Show — (2017)