“Un Teknè” atormenta o facebook como sendo uma dádiva pós-futurista, não passando de uma combinação de diferentes colapsos artísticos que estão em confronto com a minha neurose conceptual. Quatro cérebros na procura de um objecto artístico, sob influências greco-romanos, conceptualismos cénicos e pedaços de vida humana que ainda estão por decifrar. Ao centro substituímos a câmara pelo tempo real, o espectáculo pela não representação e a procura como o clímax do próprio evento. Somos todas estátuas plagiadas pela própria identidade que nos forma. Un Teknè, the longest one, this is not poetry, this is the search of poetry.
Até que ponto é que o lugar do artista existe? Até que ponto é que existe mesmo um lugar? Acho que a melhor forma de o encontrar é sentar-me em cima de coisas tão antigas como ele, de mover-me ao som da voz de quem já descobriu o seu muro, a sua barragem, a sua cabana. Acho que a melhor forma é mesmo desfazer-me em 7 pedaços e ver se eles piscam como o flash dos novos I-Phones quando recebem uma mensagem.
Un Teknè
Xana Novais
Criação, interpretação e cenografia: Xana Novais
Influências sob registo: António Mv, Flavio Leihan e Rogério Nuno Costa
Figurinos: Tiago da Costa
Sonoplastia: Toque do Silêncio
Vídeo: Carlota Flor e Guilherme Henriques
Fotografia de cena: José Caldeira
Fotografia de divulgação: Catarina Rocha
Consultoria artística: Cristina Planas Leitão e Joana Von Mayer Trindade
Agradecimentos: José Capela, Ana Figueira, Isabel Barros, Célia Machado
Apoios e residências: Companhia Instável, Companhia Marionetas de Mandrágora e Rua das Gaivotas 6 (Teatro Praga)
Xana Novais
Xana Novais nasceu no Porto, em 1995, e desenvolve o seu trabalho em direção artística transdisciplinar e como performer. Formou-se no ano de 2013 em Teatro pela Escola Profissional Balleteatro do Porto e, posteriormente, fez o curso de dança FAICC, na Companhia Instável. Destaca no seu percurso a participação como intérprete em peças de Pedro Zegre Penim, Teatro Praga, Hugo Calhim Cristovão e Joana Von Mayer Trindade, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, Estrutura e Carlota Canto Lagido.
Desde de 2017 colabora regularmente com a artista Florentina Holzinger nas obras APOLLON, A DIVINE COMEDY, OPHELIAS GOT TALENT e SANCTA. Em 2019, protagonizou Dolores na série DOLORES de Tota Alves (RTPlay). Criou e assina a autoria dos espetáculos (VS) POPCORN, Un Teknè, (G) Dysphoria APP, cocriou juntamente com o fotógrafo Diogo Bessa One Way To Pandora e estreou em 2022 a obra Como Matar Mulheres Nuas no Teatro Municipal do Porto. No seu trabalho de criação, investigação e performance usa o seu próprio corpo para explorar e questionar os limites da obra de arte, e as fronteiras entre ficção e realidade.
Projectos
— Un Teknè — (2016)