Este espectáculo é o segundo projecto em que trabalhamos em conjunto enquanto companhia. Esta criação baseia-se sobretudo no acto de transportar (carregar, “carry”) e no acto de relocalização ou, melhor ainda, na ideia de invadir/ reclamar um território. O que é que nós carregamos dentro de nós quando nos relocalizamos no espaço? Como é que estabelecemos o nosso novo território? Enquanto territórios são limitados no “espaço”, a pertença desse espaço a alguém esbatece-se e esmorece quando a intermissão, interrupção ou invasão começam a criar relações de tensão e conflito entre as duas criaturas. Temos como objectivo explorar a ideia de sermos, enquanto seres humanos, depósitos de armazenamento. Através de um dispositivo esférico, iremos introduzir duas criaturas em palco – reminiscentes de criaturas mitológicas como Atlas, naves espaciais, planetas, e ainda seres tais como tartarugas e caracóis, animais que carregam a casa às costas. Mas que carregam estas criaturas? “Guardiões de objectos”. Através da criação de um espaço absurdo e inesperado, jogamos entre o imaginário do teatro, da realidade, e da magia, sem realmente saber se é teatro ou se é magia. Nós diríamos: sempre ambos.
Tragédia
Anthi Kougia, Mafalda Miranda Jacinto
Criação e interpretação: Anthi Kougia & Mafalda Miranda Jacinto
Apoio à dramaturgia: Dafne Luozioti
Design de figurinos: Evangelia Katehi
Construção de figurinos: Evangelos Kougias
Imagem: Iris Loi
Apoio (residência): DeVIR/Capa (Faro, PT), Pólo Cultural das Gaivotas (Lisbon, PT)
Apoio financeiro: Hotel Elephant (London, UK)
Agradecimentos: Elena Poka, Konstantinos Foukis, Berthe Fortin, Kostas Xydias, Steve Hudson, Natalie Wong, Mengting Zhuo
Anthi Kougia
Anthi Kougia é uma artista de teatro-performance e artes visuais de Atenas, Grécia. Licenciada no Departamento de Estudos Teatrais da Universidade Nacional e Kapodistriana de Atenas, concluiu um mestrado em Criação de Performance na Goldsmiths, Universidade de Londres, bem como o PACAP – um Programa Avançado de Criação em Artes Performativas no Forum Dança, em Lisboa, Portugal. O seu trabalho (espetáculos, performances site-specific e vídeos) tem sido apresentado e premiado em festivais e espaços internacionais na Grécia, Alemanha, Croácia, Portugal, Inglaterra, Canadá e Itália. Recebeu a Bolsa de Artista da Fundação Stavros Niarchos, atribuída pela ARTWORKS (2020). Colaborou por duas vezes como criadora e encenadora com a Ópera Nacional da Grécia. Recentemente, a sua próxima longa-metragem, «ParadiseSuffers», foi selecionada e ganhou financiamento de produção do Centro Helénico de Cinema e Audiovisual | Creative Greece.
Projectos
— Tragédia — (2017)
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Mafalda Miranda Jacinto
Enquanto criadora orientada para uma linguagem visual, Mafalda privilegia a criação de imagens em movimento, como meio para explorar o surreal na realidade. Iniciou o seu percurso artístico no Chapitô, e posteriormente no Grupo de Teatro da Nova. Em 2016, conclui o mestrado em Performance Making pela Goldsmiths (RU) e participa, um ano depois, na primeira edição do PACAP (Programa Avançado de Criação em Artes Performativas), no Forum Dança. É desde 2013 que passa a integrar o coletivo Rabbit Hole e, em 2020, vem a fundar o espaço de residências artísticas TRUST Collective, em Barril de Alva/ Arganil. Os seus trabalhos e colaborações já tiveram a oportunidade de ser apresentados em Portugal, Itália, Reino Unido, Espanha, Alemanha e Grécia. Trabalhou na gestão de comunicação da Rua das Gaivotas 6 e do Teatro Praga, em Lisboa.
Projectos
— Tragédia — (2017)
— TRIPLE BILL — (2020)
— Triple Bill — (2021)