Threshold apresenta um conjunto de obras que resulta de um estudo contínuo sobre a possibilidade de intervir no ritmo da transformação da matéria através da compressão temporal de processos naturais.

Por meio da manipulação de condições físicas e químicas, nomeadamente processos de oxidação controlada sobre superfícies metálicas, as obras aceleram transformações que, na natureza, decorreriam ao longo de extensos períodos de tempo. Este procedimento não procura interromper os processos naturais, mas alterar a sua velocidade.

As obras não existem como elementos independentes, mas como partes de um sistema material contínuo. Os processos iniciados nas placas metálicas prolongam-se para outras superfícies, incluindo pintura, através da transferência de resíduos e matéria oxidada. Este movimento cria uma rede de relações entre peças, onde cada obra contém vestígios das restantes.

O título Threshold refere-se a um estado de transição entre controlo e imprevisibilidade, construção e degradação, estabilidade e transformação.