Frequentemente descrevemos os performers como “tendo presença”. Algo que nos faz acreditar que eles de alguma forma existem de forma mais completa que o resto das pessoas. Será simplesmente um dom natural, ou há alguma forma de aprender a estar mais presente, mais realizado no espaço e na forma como abordamos a performance? Que capacidades físicas/vocais/intelectuais desempenham um papel em fazer-nos performers mais realizados? Temos de esquecer que estamos a ser observados ou abraçar completamente o olhar do público/câmara? Qual é a diferença entre um solo, um dueto, e uma dinâmica de grupo em termos de como precisamos de nos ligar a nós e aos outros?
Durante dois dias, vou propor vários exercícios baseados na ideia de acção e reacção, tanto no aspecto emocional quanto físico, a várias situações. Por vezes puramente física, e por vezes baseada em textos simples.
Cada participante deverá trazer sabida a letra da sua música pop preferida, e trazer um livro que contenha um texto descritivo de que goste particularmente.
Tragam roupa confortável e propícia ao movimento.
There [workshop]
Anton Skrzypiciel
Produção: Coffeepaste
Coordenação do workshop: Anton Skrzypiciel
Anton Skrzypiciel
Anton Skrzypiciel nasceu em Melbourne, na Austrália, e formou-se em Melbourne com Lindy Davies, em Londres na Webber Douglas Academy for Dramatic Art e no Laban Centre. Destaca-se a sua colaboração com Sir Matthew Bourne, tendo criado o papel de Knickerbocker Glory em «O Quebra-Nozes», o de Arthur Pita em «A Metamorfose» para o Royal Ballet, e a colaboração de vinte anos com Rui Horta. Como ator, trabalhou com Patricia Portela e João Garcia Miguel, atuando em inúmeras peças de teatro premiadas por toda a Europa. Fez parte do elenco regular da série de televisão portuguesa de sucesso «Equador» e participou nos longas-metragens «Viuva Rica Solteira não Fica», «Callgirl» e «Noiva precisa-se». É membro do elenco da aclamada companhia norueguesa Winterguests. É também professor convidado regular em workshops por toda a Europa, tanto de movimento como de representação. Tendo-se formado em Londres, é versado em sotaques britânicos, além de falar várias línguas europeias.
Projectos
— There [workshop] — (2018)