André Murraças
Nasceu em 1976. É licenciado em Realização Plástica do Espectáculo, pela Escola Superior de Teatro e Cinema, e acabou com distinção o Master of Arts in Scenography, da Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, na Holanda. Teve ainda formação com Simon Stephens, Jorge Silva Melo, David Harrower, William Forsythe, Thomas Lehmen, Jan Ritsema e Rebecca Schneider. Tem ainda o Mestrado em Ciências de Comunicação da FCSH. Depois de cinco anos como redactor publicitário (com passagem por agências como a BBDO, TBWA ou EURO RSCG), iniciou um percurso como guionista de televisão, integrando a escrita das telenovelas Mar de Paixão e Rosa Fogo, esta nomeada para um Emmy. Paralelamente começou actividade como assessor de comunicação para as associações culturais Canário Bonacheirão e Um Marido Ideal. Colabora actualmente como criador de conteúdos digitais com o Museu Calouste Gulbenkian. Encenou, adaptou e cenografou as peças Viagem à Lua (de Federico Garcia Lorca), Antígona (de Sófocles) A Confissão de Lúcio (de Mário de Sá-Carneiro), Um Número (de Carol Churchill). Encenou, escreveu e cenografou as peças Cabaret Repórter X, Espectáculo Guiado, Império, Coro, 50 – Orlando, Ouve; Os Pássaros, Cândida – uma história portuguesa, Três Homens Sós, Film Noir, Os Inconvenientes, CinemaScope. É ainda autor do texto O Espelho do Narciso Gordo, prémio de edição do Clube Português de Artes e Ideias. Em 2023 ganhou a bolsa literária para teatro da DGLAB e foi o vencedor da III Bolsa de Residência Literária em Madrid. Como cenógrafo trabalhou com os encenadores Miguel Loureiro em BOOM!, de Tennessee Williams, e Flávio Gil nas revistas à portuguesa Paródia Nacional e Parabéns, Parque Mayer! – a revista centenária do Teatro Maria Vitória e do Parque Mayer. Ganhou por três vezes o prémio O Teatro na Década, do CPAI, e representou Portugal, por duas vezes, na Bienal de Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo, nas áreas de Teatro e de Literatura. Tem diversas peças e contos publicados e colabora com revistas e jornais. Foi autor do programa O Rapaz do Calendário, na Rádio Radar. Realizou a curta-metragem O Berloque Vermelho, que adapta o conto de António José da Silva Pinto. É autor e realizador das webseries Desabafos e Barba Rija. Criou o projecto O Museu Fora do Armário (que investiga e dá luz a artistas e obras queer presentes nos museus portugueses), e o Queerquivo, um novo Arquivo LGBT Português, em formato online e livro.
A revista Mini Internacional considerou-o um dos mais relevantes autores da sua geração.
Projectos
— Santos e Pecadores — (2015)
— O Solo Mio — Workshop de escrita e representação de solos de teatro com André Murraças — (2017)
— O CRIADO [Festival Temps d’Image] — (2017)