RAIORAIO LAMALAMA
Luara Raio
Animais imaginários engolindo espaço e corpo em assombro. Um altar póstumo para o amor, encruzilhada, uivos em implosão.
O work in progress tem como ponto de partida a fricção entre o filme Tropical Malady do artista tailandês, Apichatpong Weerasethakul, e solo FLECHA (2016), da autoria da performer. Um mergulho no universo das animalidades presentes nas duas obras, em um mundo onde corpo e espírito acolhem dissonantes formas e subjetividades, atravessados por uma relação abismal de amor entre caça e caçador, pela entrega da própria carne à alteridade.
Concepção e performance: Luara Learth Moreira
Dramaturgia: Luara Learth Moreira e Leonardo Mouramatheus
Vídeo: Clara Consentino
Sonoplastia: Letícia Fialho
Apoio: O Rumo do Fumo
Residência artística: (Re)union Thematic Residency Centro de Creacion Contemporânea – Córdoba | LAROYÊ | EPARREY
Agradecimentos: ATOTÔ, à Dona Ozita, Mãe, Pai, Léo, Larissa, Gael, Lili e Marina, por dançarem em mim onde quer que eu esteja. À Letícia Fialho, por isso e por tudo. À Leonardo Mouramateus, por saltar comigo no abismo. À Clara Consentino, Luís Odriozola e Raquel Bravo, pela parceria e olhares atentos. Às que pisaram antes e abriram o caminho, às que rezam e resistem, às que dançam e gritam com sangue no olho e amor no coração.
Luara Raio
Performer, dançarina, cantora e coreógrafa de funk sapatão, Luara Raio formou-se em artes cênicas entre Brasil, Portugal e França: na Universidade de Brasília, no Forum Dança em Lisboa e ex.e.r.ce no CCN de Montpellier-Occitanie. Ela foi cantora e compositora do grupo funk Sapabonde de 2010 a 2015, viajando por muitas cidades do Brasil.
Em Portugal, trabalhou com João Fiadeiro, Mariana Tengner Barros, Ana Borralho e João Galante. Em 2016, ela criou sua primeira peça, o dueto Chubby Bunny, assim como sua Flecha solo. Em 2019, ela criou a Trilogia Da Encruzilhada, uma série de danças na intersecção entre espiritualidade, imaginação e performance. Dentre elas raioraio lamalama, Manguba e APOCALYPSO. Seu trabalho está enraizado em uma perspectiva sapatão, racializada e anticolonial do corpo que pretende ativar feitiços e fraturas nas representações hegemônicas de gênero, raça e do corpo. Atualmente ela vive em Paris, onde colabora com outros artistas e continua suas pesquisas autorais sobre macumba, imaginária, incorporação e performance.
Projectos
— RAIORAIO LAMALAMA — (2019)
— Chubby Bunny — (2019)
— Gaivotas <—> Belém (Festival) — (2022)