Pecar é performance-art, cheia de movimento. Uma jornada adentro de um mundo onde três diferentes criaturas se abrem e coexistem – embora em diferentes fases, pois todas elas são uma só pessoa. Uma experiência em três: a pecadora, a santa e a criatura libertada (e libertária), que não teme o pecado ou a destruição, e não se choca com mais nada. Entre cada um dos três momentos, a costura do espaço e a criação da próxima personagem é feita diante dos olhos do público.
Diferentes linguagens corporais e poéticas, unidas através do terreno comum da análise do gênero, do empoderamento feminino, do margear a loucura – uma viagem profunda em sentimentos desconfortáveis e a coragem de enfrentá-los através do movimento. Citando Kimerer Lamote: “Movimento é transformação. O que se move nunca é o mesmo. Cada forma de movimento é sempre produtiva, geradora de sua próxima forma” – e assim as três criaturas abrem espaço entre si.
A primeiro personagem é “kinky”: incorpora nossos pecados, o ridículo e a sensualidade.
Pouco depois …. tudo é lavado, a vítima e santa aparecem – com o movimento de um corpo frágil e dolorido.
Por fim, a terceira personagem: a purificação através de uma força de fogo dionisíaca, personagem inspirada num artista de rua vivendo em estado de precariedade na Grécia e um amigo artista que faleceu mas deixou um legado artístico profundo.