Voltamos à linguagem das famílias disfuncionais, a anti-comunidade.
Um meio ambiente dominado pelo excesso de singularidade, com real necessidade de se fazer compreender, de ser ouvido.
Apenas uma gestão das coordenadas espaço-temporais, deixar o tempo passar, não desistir, ser afirmativo, categórico, jogar com variações, subidas e descidas, pausas e finais.
Um sábado. Num sábado. Um pai, uma mãe, tias, filho e filha, cunhados, amigos, criados. Sala de jantar. Início da noite.
Tréguas na lógica do quotidiano.
Algum tempo para a troca de impressões.
Na rádio, “Dia da Criação”, de Vinicius de Moraes.
O Dia do Sabat
Miguel Loureiro
Um espetáculo do colectivo Sabat
Concepção, texto e direcção: Miguel Loureiro
Assistência de encenação: Rafael Rodrigues e Sara Graça
Com: Adriana Aboim, Inês Nogueira, Miguel Sobral Curado, Rafael Rodrigues, Sara Barradas, Tiago Lima, Vera Kalantrupman, Victor Gonçalves
Grafismo: Hibou de Gris
Luzes: Daniel Worm D’Assumpção
Som: Pedro Costa
Apoio ao movimento: Miguel Pereira
Produção: Sabat
Miguel Loureiro
Frequentou o IFICT – Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral. Escola de Teatro e Cinema. Intérprete em espetáculos de teatro, ópera e performance com Nuno Carinhas, Luís Miguel Cintra, Bruno Bravo, João Grosso, Luís Castro, André Guedes, Pedro Barateiro, Sara Carinhas, Lúcia Sigalho, Maria Duarte, Álvaro Correia, Jean-Paul Bucchieri, Carlos Pimenta, André e. Teodósio, João Romão, Tónan Quito, João Pedro Vaz, Nuno Cardoso, Nuno M.Cardoso, Carla Maciel, Pedro Gil, Carlos Avilez; como encenadoror, com estruturas como Cão Solteiro, O Rumo do Fumo, Galeria ZDB e Mala Voadora Entre as suas encenações, destacam-se as mais recentes: “Do Natural”, de W.G.Sebald (S.Luiz, 2015); “O Impromptu de Versalhes”, de Molière (TNDMII, Sala Garrett, 2016), “Paris-Sarah-Lisboa” (Thèâtre de la Ville, Paris e São Luiz, 2016), “A Fera na Selva”, de Marguerite Duras (CCB, 2018), “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett (TNDMII, Sala Garrett, 2019), “A Dama das Camélias”, de Dumas, filho (S. Luiz, 2019), “O Homem dos Sonhos”, de Sá Carneiro/Chagas Rosa (Ópera do Castelo, S.Luiz, 2022) e “Colónia Penal”, de Kafka/Glass (Rumo do Fumo, São Luiz, 2023). É autor de várias performances, entre elas: ‘MINAJesque’ (Casa Conveniente, 2013); ‘Experimentalismo Social’ (Há-Que-dizê-Lo, 2013); ‘Melania Melanoma’ (Gaivotas 6, 2017) e ‘O Dia do Sábado’ (Gaivotas 6, 2018). Por ‘Juanita Castro’ (Casa Conveniente, 2008), recebeu uma Menção Honrosa da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro. Recebeu um Globo de Ouro/ SIC- Melhor Actor 2018, em “Esquecer”, de Dimitris Dimitriadis, enc. Jean-Paul Bucchieri (TNDMII, 2017). Prémio SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) Melhor Actor 2019 por “Timão de Atenas”, de William Shakespeare, enc. Nuno Cardoso (TMP-Rivoli, 2018). Recebeu ainda o Prémio de Interpretação no Concurso Década, em 1997, por ‘Contos do Ócio’ de Mário Botequilga, enc. Francisco Salgado (Comuna, 1996). Nomeado para o European Theatre Award – New Theatrical Realities, em 2000.
Em Junho de 2023 assumiu as funções de Diretor Artístico do São Luiz – Teatro Municipal, em Lisboa.
Projectos
— Melania Melanoma — (2017)
— O Dia do Sabat — (2018)