Muito do trabalho da artista está em cadernos, a maioria não podem ser expostos, os restantes vão integrar a exposição ao lado de desenhos, ilustrações, mostras do processo por trás da animação e as animações em si. Ostraliana propôs-se a desenhar como se tocasse um instrumento. Começou a desenhar diariamente, inspirada pela forma como os músicos praticam. Quando soube que não queria trabalhar mais como arquiteta, ficou perdida. A dedicação dos músicos e a sua persistência para subsistir nas condições adversas da cultura em Portugal, acabou por dar-lhe força. Não sabia como fazer pela vida, mas passou a desenhar com muita disciplina. O seu primeiro fanzine foi o Sentido de Orientação (2016), que se debruça sobre andar perdido e deambular como método de orientação. Hoje o desenho é para si um instrumento de trabalho, mas é necessária muita força, há ainda que partir muita pedra. É esta força que NEM SÓ O MÚSCULO É FORÇA homenageia.