Modus Vivendi é uma performance centrada em acções que formam uma narrativa absurda, realçando o aspecto repetitivo, ritual, do funcionamento da sociedade. Esse funcionamento, em constante tributo a uma ordem que se confunde com a gestão da aparência, sujeita-se por isso, também constantemente, à sua negação pela realidade. A doença grave, confinante, é uma dessas manifestações que põem em causa a natureza do tecido social e a nossa própria relação com a realidade. Modus Vivendi fala da vida e da morte num universo que banaliza uma e invisibiliza a outra.