A copo d’água, identidade musical de Mariana Sendim, interessam os sons do quotidiano, os pássaros e as coisas que ficam por dizer. É isto que explora no seu primeiro álbum “asa”, lançado em agosto, através de uma guitarra elétrica encharcada e gravações de voz e ambiências.
Já a alga, pseudónimo representativo do trabalho sonoro de cláudia simões, interessam espaços amplos e disponíveis à escuta de música de uma perspetiva performática e emotiva, uma viagem sensorial e etérea sobre origem e perecimento, sobre resiliência. Lançou também, em maio, a versão demo de “(a outra margem)”, o primeiro testemunho de um projeto porvir.
Juntas pela primeira vez, apresentam Alma Penada, uma performance sonora que flutua entre espectros, sobre uma matéria aquosa em crepitação, convidando o ouvinte a desfrutar da travessia e a pairar como se numa aparição ou sonho.