Werther é para nós um símbolo. Personagem marcante do Romantismo europeu, a sua actualidade é a das suas emoções, que não morrem e se projectam até hoje. Este espectáculo propõe uma leitura do Werther à luz da realidade do século XXI. Nesse sentido, Werther é para nós uma estrela rock com a qual deliramos. Apaixonamo-nos por ele, tal como ele se apaixonou por Carlota e simultaneamente por aquela que viria a ser a sua amante mais fiel – a morte. Na sua espiral auto-destrutiva, Werther é a nossa inspiração e faz-nos compreender o impacto de sentimentos que nos poderiam parecer absurdos, incompreensíveis. Porém, coexiste também um outro Werther, mais tranquilo, mais observador, mais analítico – menos emotivo do que o primeiro mas afinal tão importante como ele. A proposta que apresentamos implica um conflito dialéctico entre essas duas personagens, sendo Carlota a polarizadora – e ao mesmo tempo a mediadora – desse confronto.
Je suis Werther a partir de um texto de Fernando Pinto do Amaral
Miguel Mateus
Direcção e concepção: Miguel Mateus
Adaptação e dramaturgia: Fernando Pinto do Amaral
Interpretação: Francisco Pereira de Almeida, Margarida Bakker, João Gaspar e Miguel Mateus
Música original e espaço sonoro: Ângela Flores Baltazar
Desenho de luz: Tasso Adamopoulos
Cenografia Catarina Rodrigues
Design: Inês N. Sousa
Produção executiva: Diana Almeida
Produção: Casa Cheia
Estrutura financiada por: Câmara Municipal de Odivelas e União das Freguesias da Pontinha e Famões
Apoio à produção: Teatro dos Aloés, Comuna Teatro de Pesquisa
Apoio à divulgação: Jornal da Região
Miguel Mateus
Licenciou-se em 2021, na ESCT, em Teatro- Ramo Atores. Ator e encenador.
Projectos
— Je suis Werther a partir de um texto de Fernando Pinto do Amaral — (2018)