Analisando a dinâmica rotineira da sociedade evidenciamos a prática constante das mesmas ações, dos mesmos costumes, dos mesmos padrões de comunicação e dos mesmos pensamentos. Rotinas do quotidiano que idealmente se definem pela sua sistematização ordeira, coerente e funcional. Constatamos no entanto, que pequenos desvios do circuito ou apenas a sua repetição exaustiva tende a uma desconstrução e por conseguinte uma desorganização da mesma, podendo anular o sentido funcional em que primeiramente se apresenta.
Interessa-nos a volatilidade da ideologia de rotina e como esta contém em si dois conceitos totalmente opostos. Focamo-nos no equilíbrio entre a ordem e o caos, explorando como transitam entre si.
Dois corpos que procuram a angularidade, o pragmatismo e a organização na sua movimentação em correlação com o espaço onde se inserem.
Dois corpos que boicotam e impedem essa mesma procura, com as implicações físicas e emocionais resultantes dessa auto contradição.