Em ESTÉRIL procuramos escavar até ao passado para perceber como chegámos até aqui. Mostramos a vida através de um olhar negativo e sem futuro. Da repetição e da aceitação do tabu surge o constrangimento, oriundo da pressão de uma norma social, enleada nas nossas estruturas cognitivas. Procuramos refletir sobre a diferença: expomos e aceitamos a negrura dos nossos pensamentos num lugar ausente de julgamentos morais. Aceitamos a morte como o melhor destino possível.
ESTÉRIL é uma sátira alegórica que surge da necessidade de compreender a origem da nossa raiva. Dissecamos conceitos como o amor, a procriação, o sexo, a morte, a justiça e a religião, através da perspetiva da nossa condição feminina. Procuramos dar luz às sombras de um mundo que continua a ser lugar de ignorância e punição. Através da luz – símbolo da inteligência, da clarividência, da cultura – visamos escrutinar o mundo das ideias, em busca de um manifesto.