Em ESTÉRIL procuramos escavar até ao passado para perceber como chegámos até aqui. Mostramos a vida através de um olhar negativo e sem futuro. Da repetição e da aceitação do tabu surge o constrangimento, oriundo da pressão de uma norma social, enleada nas nossas estruturas cognitivas. Procuramos refletir sobre a diferença: expomos e aceitamos a negrura dos nossos pensamentos num lugar ausente de julgamentos morais. Aceitamos a morte como o melhor destino possível.
ESTÉRIL é uma sátira alegórica que surge da necessidade de compreender a origem da nossa raiva. Dissecamos conceitos como o amor, a procriação, o sexo, a morte, a justiça e a religião, através da perspetiva da nossa condição feminina. Procuramos dar luz às sombras de um mundo que continua a ser lugar de ignorância e punição. Através da luz – símbolo da inteligência, da clarividência, da cultura – visamos escrutinar o mundo das ideias, em busca de um manifesto.
Estéril
Joana Petiz, Patrícia Deus
Texto, dramaturgia, criação e performance: Joana Petiz e Patrícia Deus
Concepção musical: Joana Petiz e Patrícia Deus
Cenografia, figurinos e adereços: Joana Petiz e Patrícia Deus
Voz off: Pedro Peças
Desenho de luz: Manuel Abrantes
Cartaz: Carolina Couto
Fotografias: Laura Pedrosa
Residência artística: cão solteiro.residências
Apoio: Horto do Campo Grande
Joana Petiz
Atriz*Criadora. Trabalhou com Bestiário, Diana de Sousa, Michael de Oliveira, Nuno M. Cardoso, Tatiana Ramos, entre outras. Escreveu, com Patrícia Deus, a peça Estéril. Ganhou a bolsa da Linha de Fuga, com o solo WASTE e LOBBY da Mala Voadora com criação coletiva Feeling Blue. Interessa-se pela pesquisa enquanto mote de criação. O seu trabalho gira em torno da dúvida e da sua descodificação, através da sobreposição de símbolos. O seu instinto é bruto, contudo é bem-educada, daí advém a sua delicadeza
Projectos
— Estéril — (2020)
— All Tomorrow’s Parties — 4ª Edição — (2023)
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Patrícia Deus
Patrícia Deus nasceu a 24 de Novembro de 1997, em Sintra. Quando era nova queria ser política ou historiadora – antes do secundário ainda ponderou enveredar pelo ramo da economia ou da filosofia. Mas, de 2012 a 2015, terminou a estudar Interpretação na Escola Profissional de Teatro de Cascais. Licenciou-se em 2018 na Escola Superior de Teatro e Cinema. No projeto final participou em OPUS, sob a direção de Jean-Paul Bucchieri. Esteve de Erasmus na Real Escuela Superior de Arte Dramático (Madrid) em teatro físico. Em 2018 participou no workshop Bad and Sick, dirigido por John Romão.
Trabalhou com o Teatro Experimental de Cascais, com a Companhia Andrómeda, com a Inquietarte, os Cepa Torta no Esta noite grita-se…!, entre outros.
Entrou em curtas e longas metragens, assim como séries, salientam-se os trabalhos na WebSérie On C@ll para a RTP, e para a curta-metragem L de Loucura, e mais recentemente uma pequena participação para A Prisoneira, da Plural. Na sua experiência em dobragens, salienta a personagem Abril na série argentina da Disney, O11CE. Recentemente descobriu também o seu gosto pelo mundo da Comunicação e do Design. Ainda que embrionário, tem-se vindo a desenvolver. Criou, com Joana Petiz, o espectáculo Estéril, apresentado no Mercado das Artes ‘19 , em Ponte de Lima, assim como na Ler Devagar (Lx Factory), e que continua em desenvolvimento.
Projectos
— Estéril — (2020)