Deitam-se no meio de ruas e autoestradas, debaixo da neve, no meio do trânsito, por vezes acorrentados uns aos outros, pintam a água das fontes (incluindo a da Trevi), mancham de cores (laváveis) monumentos e instalações, deixam marcas nas vidraças das obras-primas guardadas em museus como as Galerias Uffizi, mas também estão presentes para ajudar onde quer que ocorra uma catástrofe ambiental, desde as inundações na Emilia-Romagna e na Toscana, à seca que destrói os olivais de Castiglione del Lago: são os ativistas da Ultima Generazione, o movimento não violento empenhado na tentativa de travar o desastre climático que nos envolve a todos. Exatamente, a última geração capaz de o fazer. Como se non ci fosse un domani (IT: Como se não houvesse um amanhã), realizado por Riccardo Cremona e Matteo Keffer e produzido por Ottavia Virzì e Paolo Virzì, conta a partir de dentro a história e as experiências deste grupo de jovens cheios de vontade e coragem, e a sua batalha indomável para que possa haver um amanhã.