Desmaterialização leva-nos a entrar numa fábrica que sobreviveu várias gerações e que está prestes a ser reduzida a pó. Três pessoas – um Director, um Adjunto e uma Administrativa – desmultiplicam-se para, segundo argumentam, protegerem um importante legado. O progresso, repete-se a determinada altura, é imparável: no meio do caos final, consultam-se dossiês e gráficos, marcam-se reuniões, projecta-se a exportação da alegria, enquanto se procede à contínua redução de pessoal. Talvez se planeie o despedimento colectivo da humanidade. Chegaram as retroescavadoras.
Desmaterialização
Colectivo Prisma
Texto original: Tiago Patrício
Encenação: Paulo Tavares
Assistente de encenação: Maria Corrêa
Dramaturgia: Paulo Tavares, com Cláudio Henriques, Rui Ferreira e Sara Felício
Actores: Cláudio Henriques, Rui Ferreira e Sara Felício
Música: José Carlos Pontes
Vídeo: Pedro Marques e Virgínia Barbosa
Sonoplastia: Andreia Susano
Produção: Colectivo Prisma
Colectivo Prisma
O Colectivo Prisma é uma estrutura artística independente criada em 2015 na Cossoul, em Lisboa. Tem como áreas de acção principais a Literatura, o Teatro, o Cinema e as Artes Plásticas, recuperando e adaptando, por um lado, textos ditos clássicos menos conhecidos do público em geral e, por outro, apostando nos textos de jovens dramaturgos e argumentistas. Nesse sentido, integra artistas residentes da Cossoul, abrindo também as portas e estabelecendo pontes com novos actores, encenadores, dramaturgos, argumentistas, realizadores, produtores e músicos. Desenvolver e estreitar relações de afinidade entre os vários domínios artísticos é um dos principais objectivos do Colectivo Prisma.
Projectos
— Desmaterialização — (2018)