Nos meses de setembro e outubro, a Rua das Gaivotas 6 acolhe o ciclo de cinema “Num Mundo Que Se Reinventa”, comissariado pelo Pólo Cultural das Gaivotas | Boavista, integrado no programa “Gaivotas no Pátio”. São apresentadas quatro obras da nova produção cinematográfica portuguesa de jovens realizadores que se têm destacado ao longo dos últimos anos.
Ciclo de Cinema “Num Mundo Que Se Reinventa”
Pedro Henrique, Jorge Jácome, Carlos Conceição, Joana Pimenta, Adirley Queirós
Dia 1
12 Setembro
Frágil, de Pedro Henrique
Portugal, 2021, 98′ / M/14
— 21h
— Pólo Cultural das Gaivotas
Tu estás com muita pressa
De ir p’ra essa barulheira
Passar oito horas a alienar
Mas isso tu já fazes
De segunda a sexta-feira
E no Club
És tu a pagar
Dia 2
18 Setembro
Serpentário, de Carlos Conceição
Portugal, 2019, 80′ / M/12
— 21h
— Pólo Cultural das Gaivotas
Numa África devastada pelo apocalipse, um rapaz solitário vagueia à procura do fantasma de sua mãe. Perdido entre o cenário de guerra e a necessidade de sobreviver num universo que um dia conheceu muito bem, ele precisa superar os seus obstáculos interiores antes de qualquer peregrinação.
Dia 3
03 Outubro
Super Natural, de Jorge Jácome
Portugal, 2022, 85′ / M/14
— 21h
— Pólo Cultural das Gaivotas
Super Natural é um filme que fala e escuta, que interfere e procura quem está à sua frente. A sua vontade é a de sair da tela para ver e escutar quem o olha, mas também para ser cheirado e visto para lá do que se vê.
Super Natural é a saída do corpo, de todos os corpos, sobretudo do próprio. É como um superpoder e neste movimento, concentra-se na imagem, uma existência sensível com a qual se pretende falar. É por isso que este filme interpela e ambiciona ativar um efeito, um relaxamento hipotético, uma experiência sensorial para quem está fora da tela como se nela estivesse.
Dia 4
17 Outubro
Mato Seco em Chamas, de Joana Pimenta e Adirley Queirós
Portugal, 2022, 153’ / MN/14
— 21h
— Pólo Cultural das Gaivotas
Léa conta a história das Gasolineiras de Kebradas, tal como ecoa pelas paredes da Colméia, a Prisão Feminina de Brasília, Distrito Federal, Brasil.
Adirley Queirós
Adirley Queirós é um cineasta Brasileiro, autor de filmes como Era Uma Vez Brasília (2017), que teve a sua estreia no 70º Festival de Cinema de Locarno, onde recebeu a Menção Honrosa Signs of Life, e também Branco Sai, Preto Fica (2014), que passou em inúmeras salas de cinema no Brasil e foi galardoado com mais de 20 prémios. O seu trabalho passou já por locais como o Lincoln Center, Museu da Imagem em Movimento, ICA Londres, Pacific Film Archive, para além de aparecer em publicações como a Artforum, Cinemascope e Cahiers du Cinéma.
Os filmes de Adirley tiveram estreias comerciais no Brasil, Estados Unidos, UK, Argentina, Portugal, entre outros países e estão neste momento disponíveis no canal The Criterion Collection.
Projectos
— Ciclo de Cinema “Num Mundo Que Se Reinventa” — (2023)
Carlos Conceição
Licenciado em Cinema (ESTC, Lisboa) e em Literatura Inglesa do Romantismo, vê a sua primeira curta-metragem ‘Carne’ galardoada com o Prémio Novo Talento no Indielisboa (2010), enquanto ‘Versailles’ compete no prestigiado Festival de Locarno (2013). ‘Boa Noite Cinderela’ (2014) e ‘Coelho Mau’ (2017) estreiam no Festival de Cannes. Esta última obtém diversos prémios internacionais e o Sophia de melhor curta-metragem portuguesa. O seu trabalho já mereceu várias retrospectivas integrais, na Cinemateca Francesa em Paris, no Festival de Cinema de Amiens e no Curtas Vila do Conde, entre outros. A longa metragem ‘Serpentário’ estreou no Festival de Berlim em 2019 e granjeou os prémios de melhor primeira longa no DocLisboa, melhor filme no SiciliaQueer, melhor filme e melhor montagem no FilmMadrid, melhor realizador em Pontevedra, menção honrosa de melhor filme no Nouveau Cinema em Montreal e prémio do público em Burgas, Bulgária. ‘Um Fio de Baba Escarlate’ (2020) foi um sucesso inesperado em festivais de género tendo vencido o Méliès de Ouro em Estrasburgo e competido em Sitges para melhor longa de terror europeia. Em 2022, ‘Nação Valente’ venceu em Locarno o prémio Europa Cinemas de melhor filme europeu.
Projectos
— Ciclo de Cinema “Num Mundo Que Se Reinventa” — (2023)
Joana Pimenta
Joana Pimenta (1986, Lisboa) é uma realizadora portuguesa que vive e trabalha nos Estados Unidos, Portugal e Brasil. A sua primeira curta-metragem, As Figuras Gravadas na Faca com a Seiva das Bananeiras recebeu o prémio da Competição Nacional no Indielisboa e o prémio Tom Berman Award for Most Promising Filmmaker no festival de Ann Arbor, e foi exibida nos festivais de cinema de Toronto, Nova Iorque, Jihlava, Mar del Plata, Edinburgo, entre outros. O seu trabalho de instalação vídeo foi exibido no the Festival Temps d’Images, Fundacion Botin, Galeria da Boavista, Carpenter Center for the Visual Arts, Harvard Art Museums, The Pipe Factory, entre outros. Trabalha e lecciona no Departamento de Cinema e Artes Visuais da Universidade de Harvard, onde termina também o doutoramento em Cinema e Artes Visuais, e no Departamento de Cinema da Universidade de Rutgers em Nova Iorque. É membro associado do Film Study Center e do Sensory Ethnography Lab. Trabalha neste momento em dois filmes co-realizados com o realizador brasileiro Adirley Queirós: a curta-metragem Rádio Coração, e a longa-metragem Mato Seco em Chamas.
Projectos
— Ciclo de Cinema “Num Mundo Que Se Reinventa” — (2023)
Jorge Jácome
Jorge Jácome (n. 1988) é um cineasta e artista radicado em Lisboa. Licenciou-se na ESTC e na Le Fresnoy. Nas suas obras, confundem-se as fronteiras entre documentário e ficção e investigam-se as relações entre utopias, melancolia e desejo. Os seus filmes foram exibidos em vários festivais e contextos de exibição – Berlinale, TIFF, San Sebastian, Viennale NYFF, 25 FPS, Palais de Tokyo, Tate Modern, MoMa, entre outros. SUPER NATURAL (2022) a sua primeira longa-metragem estreou no Forum – Berlinale e venceu o prémio FIPRESCI.
Projectos
— Ciclo de Cinema “Num Mundo Que Se Reinventa” — (2023)
Pedro Henrique
Pedro Henrique é licenciado em Montagem pela ESTC-Lisboa e tem um Mestrado em Filosofia pela FLUL. Acaba de terminar as suas duas primeiras longas-metragens de ficção e já realizou algumas curtas-metragens. Além do cinema, trabalha também como DJ e produtor musical e está a fazer um doutoramento em Artes.
Projectos
— Ciclo de Cinema “Num Mundo Que Se Reinventa” — (2023)