Cão de sete patas
Bibi Dória
Cão de sete patas é a peça que sucede o projeto nome de filme (2021), performance na qual Bibi Dória decora e descreve integralmente o filme brasileiro Copacabana Mon Amour, de Rogério Sganzerla. Ao assistir e memorizar o filme repetidas vezes, Bibi sentiu-se acompanhada por Sônia Silk, personagem de Helena Ignez. Numa cena, Sônia relata sonhos com homens-cobra, homens-leopardo e cães de sete patas. Após sonhar com o sonho dela, perguntou-se a si mesma: seria a personagem a invadir o seu inconsciente ou ela a entrar no seu mundo onírico?
Dessa questão nasce Cão de sete patas, estruturada em três eixos: performance e cinema, sonho e memória, documentário e ficção. Em diálogo com o Cinema Marginal Brasileiro, a obra convoca um corpo-arquivo que atravessa cenas de filmes, documentos históricos, sonhos pessoais e as perdas recentes de acervos no país, como o incêndio do Museu Nacional (2018) e da Cinemateca Brasileira (2021).
Criado de forma interdisciplinar e colaborativa, o processo reuniu diferentes artistas e inclui um filme em 16mm projetado em cena criado em colaboração com Maura Grimaldi. Conta com o desenho de luz e espaço por Leticia Skrycky em colaboração com Josefa Pereira.
Direção e performance: Bibi Dória
Desenho de luz e espaço: Leticia Skrycky
Desenho de som: Mariana Carvalho
Acompanhamento dramatúrgico: Josefa Pereira
Desenho de figurino: Nina Botkay
Colaboração e assistência coreográfica: Bruno Brandolino
Acompanhamento artístico, desenho e criação em 16mm: Maura Grimaldi
Acompanhamento artístico e fotografia: Lucas Damiani
Apoio de pesquisa e edição: Ian Capillé
Colaboração artística: Vicente Antunes Ramos
Design gráfico: Beatriz Granado
Produção executiva: Andrei Bessa
Gestão financeira: VAGAR
Apoio: Materiais Diversos (PT), Piscina (PT), La Caldera (ES), Grand Studios (BE), Rua das Gaivotas (PT), Estúdios Victor Cordon (PT), Fórum Dança (PT)
Co-produção: Bolsa de Criação d'O Espaço do Tempo, com o apoio do BPI + Fundação "la Caixa"; Bolsa Young Emerging Performers, uma parceria entre Rua das Gaivotas 6/ Teatro Praga (PT) e O Espaço do Tempo (PT); Rose Choreographic School (UK)
Agradecimentos: Joana Costa Santos, Leonor Guerra, Aline Belfort, Luísa Capalbo, Lais Dória, Gisela Dória, Stephanie Ricci, Lucas Reitano, Carolina Campos, Rafael Frazão, Gabriela Giffoni, Ilê Sartuzi, Márcia Lança, Juanqui Arévalo, Dora Carvalho, Luna Anais, Nicole Gomes, O Rumo do Fumo, Matéria Leve, Mercúrio Filmes e Cinemateca Brasileira
Bibi Dória
(Campo Grande, 1995) artista interdisciplinar, graduada em Dança pela UNICAMP (BR) e associada a Rose Choreographic School (UK). Trabalha na intersecção entre a dança, a performance e o cinema. Reside em Lisboa (PT) desde 2018 onde desenvolve seus projetos autorais e colabora enquanto performer, assistente e dramaturga junto a vários artistas. Entre eles, Bruno Brandolino (UY), com quem divide a performance e criação da obra LA BURLA (2022). Seus trabalhos permeiam temas relacionados à memória, arquivo, ficção e imaginação.
Projectos
— Cão de 7 patas — (2024)
— Cão de sete patas — (2026)