Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.

Clarice Lispector

 

Emoções como o medo e o desejo são muitas vezes usadas como parte de processos de branding : a não-normatividade de alguém, quando partilhada de forma empática e empreendedora, despoleta medo e desejo. A não-normatividade de alguém é o medo e o desejo de outro alguém. Medo e desejo de lhe acontecer igual, a empatia de se rever. Queremos acontecer, mas não queremos que nos aconteça. Interessa-nos nesta peça explorar a tensão entre ser particular e ser simultaneamente uma brand desse particular. Interessam-nos lugares onde o corpo se torna particular na diferença, mas quando colocado enquanto brand dessa mesma diferença, participa na hegemonia de um conjunto que dispensa interlocutores, participando também no seu próprio desaparecimento.