“É direcionado, preciso, e não coloca inocentes em risco.”
Partimos de uma sensação pessoal de impasse: no atual estádio do capitalismo predomina uma profunda sensação de impotência. Concluímos que a sua persistência, enquanto mecanismo estrutural de violência e sacrifício, é resistente à crítica e que, na verdade, se alimenta dela. O pensamento crítico acumula-se sem produzir mudança e a palavra revela-se insuficiente para interromper o ciclo.
É-nos revelado: quando a lógica se torna impotente, o discurso cede ao corpo e a ação assume a responsabilidade.
A partir desta cumulação propomos uma procura pela inversão, pela restituição, por um gesto capaz de romper o ciclo de violência e deslocar a lógica sacrificial do capitalismo.
“Auto do CEO” posiciona-se como uma alegoria que procura restabelecer uma lógica ancestral de troca: um CEO por um futuro pós-capitalista. E só na tentativa talvez possamos encontrar uma resposta.