Assentar Sobre a Subida das Águas é um Monólogo-Performance em que se explora o conceito de uma visão poética da possibilidade, mais que certa, e eminente, de uma catástrofe ou acontecimento catastrófico. Em que, ao abordar questões filosóficas, ecológicas e politicas, se esbate a fronteira entre o pessoal e o universal.
Em Assentar Sobre a Subida das Águas, reflecte-se sobre a impermanência como forma de precaridade, ou da precaridade como forma de impermanência. Num mundo flutuante não há finca-pé.
Será uma alegoria? Estará, muito provavelmente, entre a alegoria, o manifesto e a confissão. Porque trata também da memória como meio frágil da manutenção da história pessoal.
Se a água vier é a memória a âncora que mantêm ligação à terra. À Terra. Que assim seja.
Assentar Sobre a Subida das Águas
Sónia Baptista
direcção, concepção, escrita e interpretação: Sónia Baptista
vídeo: Héloise Marechal e Sónia Baptista
violino: Maria do Mar
pintura: Pedro Vaz
figurino: Sónia Baptista e Lara Torres
livro: Sónia Baptista e Raquel Melgue
coordenação e execução técnica e fotografia original: Raquel Melgue
co-produção: Alkantara, Transforma
apoio: Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação GDA, Cão Solteiro
produção: AADK
agradecimentos: Ana, Teresa, Horácio, Brigitte, Eduarda, Ana Vidigal, Clarissa Sachelli, Luís Firmo, Thomas Walgrave, Cláudia Galhós, Liliana Coutinho, Isaque Ferreira, Nuno Moura, João Concha, Paula Sá Nogueira, Sofia Campos, José Manuel Bernardo
Foto © Salvador de Almeida Fernandes, in 'Lisboa de Antigamente.' / Palácio Alarcão [c. 1952]
Sónia Baptista
(Lisboa 1973). Tem o Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Fórum Dança. Obteve, com distinção, o grau de Master Researcher in Choreography and Performance da Universidade de Roehampton em Londres, Reino Unido. A sua formação foi complementada com diversos workshops de dança, música, teatro e vídeo. Frequentou o curso de História da Arte da FCSH. Como intérprete e co-criadora colaborou com vários artistas e companhias, entre eles, Laurent Goldring, Patrícia Portela, Aldara Bizarro, Vera Mantero, Thomas Lehmann, Arco Renz, Teatro Cão Solteiro, AADK, Ligia Soares, Silvia Real, Clara Amaral.No seu trabalho explora e experimenta com as linguagens da Dança, Música, Literatura, Teatro e Vídeo.Em 2001, foi-lhe atribuído o Prémio Ribeiro da Fonte de Revelação na área da Dança pelo Ministério da Cultura por Haikus (o seu primeiro trabalho). Das suas posteriores criações destaca Icebox Fly. Winter Kick (2003) Subwoofer(2006), Vice-Royale.Vain-Royale.Vile-Royale (2009), Peaufine (2011), Tempus Fugit (2012), Today is it a squirrel? (2013), in the fall the fox, e na queda raposar (2014). Assentar sobre a Subida das Águas, (2016) Querer do Corpo, Peso (2017), Triste In English From Spanish (2017) I Call Her Will (2019) e Sozinhar (2019). Em 2019 cria duas peças com finalistas dos curso de teatro da ESTAL e ESTC, Lobisomem- The Musical e O Fuck! Brexit, co-encena a ópera TNSoMDN, co-cria Mise en Âbime e Could Be Worse. Em 2020 inicia um projecto com a CNB, Planeta Dança. Escreve textos dramatúrgicos para outros criadores e coreografa para cinema, vídeo e teatro, entre eles Miguel Clara Vasconcelos, André Godinho, Teatro Praga, Ricardo Neves-Neves, Cão Solteiro.Tem sete livros publicados e inúmeros ensaios, poemas e escritos em revistas e plataformas digitais. Colabora com o Fórum Dança, PED e FOR, com a ESD, ESTC e a ESTAL e com a CNB em projectos de pedagogia, criação, escrita e reflexão. Ao longo do seu percurso artístico o seu trabalho foi apoiado pelo Ministério da Cultura-DGartes, Fundação Calouste Gulbenkian, GDA e Centro Nacional de Cultura. O seu trabalho tem sido apresentado em vários Festivais e Teatros em Portugal e no estrangeiro. Artista Associada da AADK Portugal.
Projectos
— Assentar Sobre a Subida das Águas — (2017)
— The Anger! The Fury! — (2020)
— Conversa pós-espetáculo “WOW” — (2022)