Assentar Sobre a Subida das Águas é um Monólogo-Performance em que se explora o conceito de uma visão poética da possibilidade, mais que certa, e eminente, de uma catástrofe ou acontecimento catastrófico. Em que, ao abordar questões filosóficas, ecológicas e politicas, se esbate a fronteira entre o pessoal e o universal.
Em Assentar Sobre a Subida das Águas, reflecte-se sobre a impermanência como forma de precaridade, ou da precaridade como forma de impermanência. Num mundo flutuante não há finca-pé.
Será uma alegoria? Estará, muito provavelmente, entre a alegoria, o manifesto e a confissão. Porque trata também da memória como meio frágil da manutenção da história pessoal.
Se a água vier é a memória a âncora que mantêm ligação à terra. À Terra. Que assim seja.