Assalto
Matilde Cancelliere
1 – Preparar o corpo para o medo e para o perigo
2 – Escolher as ferramentas certas
3 – Ser discrete
4 – Estudar os espaços
5 – Calcular horários
6 – Arranjar o melhor disfarce
7 – Garantir rotas de fuga
8 – Decifrar sinais suspeitos
9 – Reagir e improvisar
10 – Não ser interceptade
Poderia ser a receita para um Assalto. É, porém, a rotina de quem protege constantemente a sua existência.
Através deste paralelismo, o espetáculo expõe a brutalidade de planear como um agressor para não ser agredide.
Encenação, Dramaturgia, Interpretação: Matilde Cancelliere
Apoio à Encenação: Ana Fonseca
Figurinos e Cenografia: Rúben Ponto
Desenho de Luz: Pedro Machado
Sonoplastia: Jó Costa
Produção: Sofia Palmeiro
Coprodução: YEP – Young Emerging Performers, uma parceria entre Rua das Gaivotas 6/ Teatro Praga e O Espaço do Tempo
Apoio à residência: CAMPUS Paulo Cunha e Silva; Instável – Centro Coreográfico
Apoio: Câmara Municipal de Lisboa e Polo Cultural Gaivotas | Boavista
Agradecimentos: Casa da Pertença / CLDS / APPC, Natália Fávero, Francesco Cancelliere, Rita França, Jo Rocha, united by, Francisco Monteiro, Matilde Pereira, Maria João Vicente, Diogo Bento, Jorge Palinhos, Jean Paul Bucchieri, João Teixeira, João Costa, Ângelo Castro, Pedro Moreira, Catarina Castro, Carolina Coelho, Pedro Coelho, Maria José Matos, Conceição Costa, Rute Freitas, Diogo Carreiro, Pedro Feijão, Aiswarya Prathap.
Matilde Cancelliere
(ela/dela) nasceu no Porto, em 2002, e é luso-italiana. Formou-se em Teatro na Escola Superior de Teatro e Cinema, depois de iniciar o seu percurso artístico na Academia Contemporânea do Espetáculo.
Trabalha maioritariamente como intérprete em teatro, mas divide o seu tempo entre os espetáculos, o atendimento ao cliente numa loja de fotografia, locuções e vídeos educativos para plataformas escolares, e o apoio a aulas e oficinas de defesa pessoal. Entre esses trabalhos, dedica o seu tempo livre ao desenvolvimento de ideias e candidaturas para futuros projetos artísticos, cultivando o seu interesse pela criação e pela encenação. Ainda não sabe definir com precisão a sua linha estética de criação, mas começa a desenvolver os seus materiais de investigação a partir de vivências pessoais, alargando depois a sua pesquisa a outras experiências. Por enquanto, interessa-se por conceitos como a metáfora e o paralelismo como mecanismos de ativação de pensamento crítico, e o seu trabalho prático orienta-se por um interesse na relação entre fisicalidade e texto, e em processos onde todos os elementos do espetáculo são motores de ação e criação. É uma definição suficientemente vaga para lhe permitir continuar a explorar, mas suficientemente concreta para lhe indicar uma direção.
O resto está, felizmente, por descobrir.
Projectos
— Assalto — (2026)