Andor é uma coreografia construída a partir de um texto de natureza autobiográfica, que tece relações entre uma situação pessoal de trauma e a luta mais ampla por direitos, relacionados com questões de género. Como é que uma mãe assegura o seu direito à maternidade? O que acontece na percepção do público ao ouvir esta história contada não exclusivamente por mulheres cisgénero?
A partir de uma abordagem profana ao mecanismo de comunicação da arte sacra, trabalham-se os atributos de um corpo, a espacialização de um discurso e o movimento de auxiliar a deslocação de uma pessoa, como um gesto de propulsão do outro e de si mesmo, no ato de caminhar coletivamente.
Andor é um trabalho de religação ao coletivo.