Monólogo de Adramalech é um dos textos mais antigos
de Novarina, um texto nuclear da sua obra e amplamente encenado, em vários países. A obra de Novarina, importa dizer, nunca é um solilóquio, e sob o título de monólogo esconde-se uma falsa premissa: trata-se de um actor em palco mas um actor que é um prisma – um corpo habitado – por vozes e línguas, não por nervos e sangue, como relembra o autor.

Um corpo múltiplo, um corpo sem face, um corpo que se desmembra.