TERRÁRIO / Rabbit Hole

TERRÁRIO / Rabbit Hole
11/05/2015 Rua das Gaivotas 6

TERRÁRIO
Rabbit Hole

João Estevens . Mariana Vieira . Miguel Ribeiro . Pedro Marum

14 de Maio | sábado | 18h | inauguração/performance
com Rabbit Hole, Paula Sá Nogueira, Francisco Belard e outras convidadas a anunciar

16 a 28 de Maio | segunda a sábado (fechado no domingo) | 14h30 às 21h | instalação
entrada livre

Arquivo vivo em construção.
Uma interseção entre vida, quotidiano, bairro e artes performativas.

A Rabbit Hole propõe-se a gerar, através do contacto com os ambientes de comércio, serviços, e habitação da vizinhança da Rua das Gaivotas 6, um arquivo orgânico e vivo que surja do cruzamento entre a teoria da performance e a performance do quotidiano deste bairro. Como uma imagem do que possa ser a história ou legado das artes performativas, também este sempre em constante reformulação e efetivação.
O terrário como um espaço habitável, um networked-ecosystem de relações simbióticas com propriedades instáveis, confronta-se com a questão de se fabricar a si mesmo: construir-se-á baseado na história, narrando o dia-a-dia, sendo documental e específico ou enquanto organismo metafórico e abstrato?

“Functionality is not planned; it is not a goal. Each person can create their own function for the ̶m̶o̶n̶u̶m̶e̶n̶t̶ terrarium.” Thomas Hirschhorn & Rabbit Hole

* Porquê um arquivo vivo? Isso não faz sentido, o arquivo parece-me um mecanismo de cristalização e de controlo, não de vida.
* Mas aqui temos uma instalação que vive da relação com a comunidade.
* Ai a cómunidade… o que é isso da comunidade?
* Foi nos proposto trabalhar com o bairro da Misericórdia.
* E qual é a vossa relação com o bairro?
* Não é nenhuma em especial. Estamos sediados nas Gaivotas, andamos por lá, vamos ver espetáculos, bebemos umas cervejas, compramos tabaco. E propusemo-nos olhar para o bairro…
* Rumo à Amazónia! Exotificar a vida do bairro….
* Não é exotificar mas olhar. Pensámos no projeto do Farocki e da Ehman, Labor in a Single Shot. Observámos o espaço a passar no tempo, não nos focámos no trabalho mas em tudo o que ia acontecendo enquanto por lá andávamos.
* Ok, mas de que forma é que essa performance do bairro alimenta um arquivo?
* Não é a performance do bairro mas sim a das suas relações. Não se fecham nem se limitam ao bairro. Estendem-se a todo o lado, como tubérculos ou rizomas.
* Então tudo é performance. As relações performam, os objetos performam, o género performa, a arte é performance, o arquivo está vivo e performa…
* Não é bem “tudo é performance” porque se não de repente nada é performance.
* Mas não há livro do armário que te vá dizer a verdade sobre a performance seja ela qual for. Os livros podem não ser mais do que a performance do poder que cria significados, mais ou menos institucionalizados, de performance.
* E os arquivos também são ditaduras! São mecanismos biopolíticos da história, grilhões do conhecimento!
* Ai, que drama megalopsíquico… Não necessariamente. Também são “organismos vivos!
* …
* “E estar vivo é o contrário de estar morto”…

/ ficha artística e técnica

Criação João Estevens, Mariana Vieira, Miguel Ribeiro e Pedro Marum
Com João Estevens, Mariana Vieira, Miguel Ribeiro e Pedro Marum, Marshal McLuhan, Ian Bogost, O Bairro, Richard Schechner, Paula Sá Nogueira, Judith Butler, Poço dos Negros, Bruno Latour, Sara Orsi, Thomas McEvilley, Claire Bishop, Francisco Belard, entre outrxs
Imagem Joana Sousa, Pedro Marum
Co-produção Rabbit Hole, Rua das Gaivotas 6
Assistente de produção João Viegas
Apoio à cenografia Daniel Neagoe
Apoios Programa BIP/ZIP, Horto do Campo Grande
Agradecimentos 49 ZDB, José Capela, João Pedro Vale, Frederik Becker, Clara Antunes, Cristina Correia, Marta Duarte Frade, Miguel Loff Barreto, Rita Caldeira, Sandra Alvarez

Produção

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A Rabbit Hole é uma plataforma artística e um colectivo de criação artística transdisciplinar.

Apoio

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