EFEITO-SURUBA / Pipi Colonial

EFEITO-SURUBA / Pipi Colonial
17/07/2013 Marta Alameida Santos

EFEITO-SURUBA
Pipi Colonial

11 – 18 novembro ’17 | sábado – sábado | 14h – 20h
entrada livre

 

Com curadoria do colectivo Pipi Colonial, Efeito-Suruba é um programa transdisciplinar (artístico, teórico e festivo) sobre a promiscuidade de media e os media da promiscuidade na cultura contemporânea. O programa pretende problematizar e celebrar a contaminação de meios, géneros, formatos e suportes na criação artística, bem como a promiscuidade como regime sensível e modelo de produção de conhecimento. Efeito-suruba procura desafiar a hierarquia de formatos, reconhecendo validade epistémica e política a várias formas de expressão e produção de pensamento. A História da Arte e das múltiplas expressões artísticas é atravessada por predisposições canónicas que veiculam diversas desigualdades e exclusões de género, etnia e classe. Por um lado, a valorização de determinados media e suportes em detrimento de outros – recorde-se a distinção entre belas-artes e artes decorativas – transforma a forma da arte e na arte em espessura política que reproduz uma tecnonormatividade que descrimina e dificulta o acesso à produção artística e de conhecimento. Contrariar esta tecnonormatividade (ainda) vigente constitui um desiderato fundamental para desafiar uma verticalidade do saber e do fazer que se quer horizontal. Por outro lado, os modos como se pensa e representa a sexualidade condicionam a construção discursiva histórica e social, existindo uma masculinidade artística canónica que funciona como referente estrutural do modo de representar pulsões e desejos. Não será mera coincidência o facto de a sexualidade se ter revelado central na produção artística feminista e queer, numa vontade de ampliar o acesso aos lugares de enunciação sobre a sexualidade e o sexual. Neste programa será actualizada e activada esta genealogia de resistência ao canónico e ao normativo no espectro artístico. Efeito-suruba, por fim, é também sobre pensar e actuar em colectivo, ‘em suruba’, em aliança e solidariedade, em dissonância e convergência. A promiscuidade é assumida como modelo de produção de conhecimento, através de um programa feito em cooperação, onde os saberes se contaminam e os encontros inesperados, entre strange bed fellows, constituem potência epistémica e política. A apresentação do programa coincide com a inauguração da Sala Rosa, um projecto arquitetónico do atelier Artéria, executado com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, que marca o fim das intervenções mais profundas na Rua das Gaivotas 6.

PROGRAMA
inauguração 11 Nov | 17h

Exposição | 11 – 18 Nov
Cristina Ataíde | Marie Carangi | Rita Ferreira | Alice Geirinhas | Igor Jesus | Katia Kameli | Keyezua | Mané Pacheco | Ana Pérez-Quiroga | Ana Silva | Susana Mendes Silva | João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira

Performance | 11 Nov | 17h
Rita GT
Miss GT (I’ll be your waitress tonight) 

Residência no W.C. | 11 – 18 Nov
Jaime Welsh 

Pipiteca | 11 Nov
Projecto do Pipi Colonial com Marta Espiridião

girlschool | Alice Geirinhas + Susana Mendes Silva
Aula de brinquedos 12 Nov | 16h30 – 18h30
Aula de vulvamorfia 17 Nov | 19h – 21h

Audiozine | 15 Nov | 12h – 14h
Powertape compilada por Diana Policarpo

Contos da Madrugada | 14 Nov | 19h
Curadoria de Margarida Mendes com Susana Mendes Silva e Júlia Reis

Contos da Madrugada é uma sessão de leitura proposta por Margarida Mendes que inclui várias vozes e autoras que pensam o erotismo e a perversidade. Neste anoitecer partilhado, serão lidos excertos de livros e contos pela mão de Julia Reis e Susana Mendes Silva.

Debate ‘Feminismos e Pós-Colonialidade’ | 18 Nov | 17h

Debate com FEMAFRO, Gê Escobar e Joacine Moreira em torno de políticas de género, interseccionalidade, pós-colonialidade e práticas de descolonização.

Karaoke com Noitz Notme | 18 Nov | 17h

Noitz Notme has no biography as they have no date of birth. They’re in flux, rejecting the arbitrary pulls of physical reality. While simultaneously taking the shape of various human and non-human proxies, they can be found in glitching LED stock tickers, erotic asphyxiation web forums and unofficial karaoke videos.

 

ficha artística

curadoria Pipi Colonial
assistência de curadoria Marta Espiridião
com Cristina Ataíde | Marie Carangi | Gê Escobar | Rita Ferreira | Alice Geirinhas | FEMAFRO | Rita GT | Igor Jesus | Katia Kameli | Keyezua | Margarida Mendes | Joacine Moreira | Mané |Noitz Notme| Ana Pérez-Quiroga | Diana Policarpo |Júlia Reis | Ana Silva | Susana Mendes Silva | João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira | Jaime Welsh
produção Rua das Gaivotas, 6 e Pipi Colonial com Marta Espiridião
pipis técnicxs Tomás Abreu | Daniela Ângelo| Irina Apolinário | Miguel Coutinho | João Gaspar | Manel Pinho Braga | Filipe Pureza

/ biografias aqui

EFEITO-SURUBA
Pipi Colonial

november 11-18 ’17 | saturday – saturday | 2pm – 8pm
free entrance

 

Curated by Pipi Colonial collective, Efeito-Suruba is a transdisciplinary program (artistic, theoretical and festive) on the promiscuity of media and the media of promiscuity in contemporary culture. The program aims to problematize and celebrate the contamination of media, genres, formats and supports in artistic creation, as well as promiscuity as a sensitive regime and model of knowledge production. Efeito-Suruba seeks to challenge the hierarchy of formats, recognizing epistemic and political validity to various forms of expression and thought production. The History of Art and the multiple artistic expressions are crossed by canonical predispositions that convey diverse inequalities and exclusions of gender, ethnicity and class. On the one hand, the relevance of certain media and media to the detriment of others – one recalls the distinction between fine arts and the decorative arts – transforms the art form and art into political thickness that reproduces a techno-normativity that discriminates and hinders access to artistic production and knowledge. To counteract this techno-normativity (still) in force constitutes a fundamental aim to challenge a verticality of knowledge and of the doing that is wanted horizontally. On the other hand, the ways in which sexuality is thought and represented constrain the historical and social discursive construction, with a canonical artistic masculinity that functions as a structural referent of the way of representing drives and desires. It is no coincidence that sexuality has turned out to be central to feminist and queer artistic production, in a desire to broaden access to sexual and sexual enunciation places. In this program will be updated and activated this genealogy of resistance to canonical and normative in the artistic spectrum. Finally, it is also about thinking and acting in collective, ‘in suruba’, in alliance and solidarity, in dissonance and convergence. Promiscuity is assumed as a model of knowledge production through a cooperative program where knowledge becomes contaminated and unexpected encounters between strange bed fellows constitute epistemic and political power. The presentation of the program coincides with the inauguration of the Sala Rosa, an architectural project of the Artéria workshop, executed with the support of the Lisbon City Council, which marks the end of the deepest interventions in Rua das Gaivotas 6.

PROGRAMME
opening Nov 11 | 17h

Exhibition | Nov 11 – 18
Cristina Ataíde | Marie Carangi | Rita Ferreira | Alice Geirinhas | Igor Jesus | Katia Kameli | Keyezua | Mané Pacheco | Ana Pérez-Quiroga | Ana Silva | João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira 

Performance | Nov 11| 5 pm 
Rita GT
Miss GT (I’ll be your waitress tonight) 

Residency on the toilet | Nov 11 – 18
Jaime Welsh 

Pipitewue | Nov 11
Project by Pipi Colonial and Marta Espiridião

girlschool | Alice Geirinhas + Susana Mendes Silva
Class on toys Nov 12 | 14.30 pm – 6.30 pm
Class on vulvamorphia Nov 17| 7 pm – 9 pm

Audiozine
| Nov 15 | 12 pm – 2 pm
Powertape compiled by Diana Policarpo

Tales of the Dawn | Nov 14 | 7 pm
Curated by Margarida Mendes with Susana Mendes Silva and Júlia Reis

Tales of the Dawn is a reading session organized by Margarida Mendes which includes several voices and female authors who reflect upon erotism and preversity. On this shared dawn, excerpts and tales will be read by Julia Reis and Susana Mendes Silva. 

Debate ‘Feminismos e Pós-Colonialidade’ | Nov 18 | 5 pm
With FEMAFRO, Gê Escobar and Joacine Moreira around gender policies intersectionality, post-coloniality and decolonization practices.

Karaoke com Noitz Notme | Nov 18 | 5 pm

Noitz Notme has no biography as they have no date of birth. They’re in flux, rejecting the arbitrary pulls of physical reality. While simultaneously taking the shape of various human and non-human proxies, they can be found in glitching LED stock tickers, erotic asphyxiation web forums and unofficial karaoke videos. 

 

 

credits

curadoria Pipi Colonial
assistência de curadoria Marta Espiridião
com Cristina Ataíde | Marie Carangi | Gê Escobar | Rita Ferreira | Alice Geirinhas | FEMAFRO | Rita GT | Igor Jesus | Katia Kameli | Keyezua | Margarida Mendes | Joacine Moreira | Mané |Noitz Notme| Ana Pérez-Quiroga | Diana Policarpo |Júlia Reis | Ana Silva | Susana Mendes Silva | João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira | Jaime Welsh
produção Rua das Gaivotas, 6 e Pipi Colonial com Marta Espiridião
pipis técnicxs Tomás Abreu | Daniela Ângelo| Irina Apolinário | Miguel Coutinho | João Gaspar | Manel Pinho Braga | Filipe Pureza

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